Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso participa de seminário nacional para blindar as Eleições 2026

Em Mato Grosso, essa cooperação institucional é traduzida pelo trabalho do GGI, que reúne diferentes órgãos para blindar a integridade da urna e a liberdade do cidadão.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) marcou presença em Brasília (DF) para o Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O encontro, iniciado nesta terça-feira (27), reúne as principais autoridades do país para definir as estratégias de proteção ao processo democrático de 2026, com foco especial no combate ao crime organizado e à manipulação de informações por meio da inteligência artificial.

A abertura do evento contou com falas contundentes da presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, que reforçou que o trabalho para garantir a liberdade de escolha do eleitor é permanente.

Segundo a ministra, a eleição é um processo que deve ocorrer sem riscos de aliciamento ou contaminação da vontade popular, destacando o papel essencial dos tribunais regionais na ponta da execução.

A força do GGI em Mato Grosso

Para Mato Grosso, a participação é estratégica devido às particularidades territoriais do estado, como a extensa faixa de fronteira e a atuação de grupos criminosos. O juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT e coordenador do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), Luís Aparecido Bortolussi Júnior, destacou que o tribunal está utilizando inteligência intensiva para antecipar ameaças.

Os três eixos principais de atuação em 2026 serão:

  • Segurança Institucional: Proteção de candidatos e garantia de paz nos locais de votação.
  • Inteligência: Investigação de crimes eleitorais com foco em facções e organizações criminosas.
  • Combate à Desinformação: Monitoramento de redes e enfrentamento ao uso abusivo de IA para criar fatos falsos.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também presente no seminário, enfatizou que a integração absoluta entre as forças de segurança e a Justiça Eleitoral é o que permitirá superar os recordes de apreensão de recursos ilícitos registrados em pleitos anteriores. Em Mato Grosso, essa cooperação institucional é traduzida pelo trabalho do GGI, que reúne diferentes órgãos para blindar a integridade da urna e a liberdade do cidadão.

O evento segue até quinta-feira (29), com painéis dedicados à tecnologia e transparência, reforçando que a confiança no sistema eleitoral depende de um processo técnico rigoroso e de uma comunicação ágil e verdadeira com a sociedade.

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