Uma varredura genética feita com detentos de Mato Grosso ajudou a polícia a solucionar crimes antigos que ainda estavam sem resposta.
A tecnologia permitiu ligar dois homens que já estão atrás das grades a assaltos armados e a um abuso sexual ocorrido em outro estado.
As descobertas foram feitas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) durante a fase inicial da Operação Elos DNA.
Como os crimes foram descobertos?
O cruzamento de dados funciona de forma parecida com o envio de impressões digitais para um sistema central:
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Roubos aos Correios (2015): O perfil genético de um dos presos bateu com os rastros deixados nas invasões às agências de Cuiabá e Nova Lacerda.
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Crime sexual em São Paulo (2020): O DNA de outro detento de Mato Grosso coincidiu exatamente com os vestígios recolhidos pela polícia paulista na época do crime.
Como funciona a colheita do DNA no presídio?
Desde maio, os peritos já retiraram amostras de saliva de cerca de 1.050 presidiários. Até agora, 249 dessas amostras foram analisadas em laboratório e cadastradas em uma base de dados nacional.
Sempre que um novo perfil entra no sistema, o programa compara a amostra com arquivos de cenas de crimes não resolvidos no país inteiro. Se der “match”, a autoria é confirmada.
Quem é obrigado a entregar a amostra?
A lei brasileira exige a coleta do perfil genético de quem cumpre pena em regime fechado nos seguintes casos:
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Violência grave: Crimes cometidos com uso de violência contra a pessoa.
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Crimes sexuais: Estupro, abusos contra vulneráveis ou exploração sexual infantil.
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Facções criminosas: Condenados por integrar organização criminosa com uso de armas de fogo.
A Politec continuará analisando o restante do material colhido e planeja novas etapas de coleta em outros presídios do estado nos próximos meses.
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