A Justiça de Mato Grosso condenou um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra. O réu recebeu pena de 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção.
De acordo com a sentença proferida pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, da 1ª Vara Criminal do município, o servidor utilizava a função pública para introduzir, de forma clandestina, aparelhos telefônicos e entorpecentes na unidade prisional, além de receber vantagem indevida para facilitar o acesso dos materiais aos detentos.
Conforme apurado no processo, uma das situações aponta que o policial teria recebido R$ 2,5 mil para permitir a entrada de um celular no presídio. As investigações reuniram provas como apreensões de drogas, aparelhos telefônicos e acessórios, além de depoimentos e imagens do sistema de monitoramento interno.
O conjunto probatório, segundo a decisão judicial, demonstrou que o acusado se valia do acesso a áreas restritas para viabilizar a entrada dos ilícitos. Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios, sendo interceptado antes de concluir a ação. Em outra ocorrência, ficou comprovada a introdução de porções de maconha e cocaína destinadas a detentos.
Na avaliação do magistrado, a conduta apresenta elevada gravidade por envolver um agente responsável pela segurança do sistema prisional, caracterizando quebra de confiança e favorecimento à continuidade de atividades criminosas dentro da unidade.
Além da pena privativa de liberdade e multa, a Justiça determinou a perda do cargo público e do porte de armas do condenado, considerando a incompatibilidade da permanência na função com os atos praticados. A decisão ainda cabe a eventuais recursos nas instâncias superiores.
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