Sorriso sedia Seminário Março Mulher para debater o combate ao feminicídio e à violência de gênero

O evento reafirma o compromisso de Sorriso com a proteção integral.

O município de Sorriso tornou-se palco de um debate nacional sobre a proteção feminina ao sediar, nesta sexta-feira, o Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral.

O evento, realizado no Auditório Farroupilha, reúne especialistas do Direito, Judiciário e lideranças políticas para discutir estratégias de enfrentamento às diversas formas de violência que atingem mulheres e crianças, com foco especial no impacto do feminicídio.

A primeira-dama e secretária da Mulher e da Família de Sorriso, Mara Fernandes, abriu o evento destacando que a denúncia é um ato de coragem essencial para romper o silêncio que ainda protege agressores.

O seminário conta com a colaboração de instituições como a OAB, o IBDFam e a Rede Unificada de Proteção, reforçando que o combate ao machismo estrutural exige políticas públicas de acolhimento e a participação ativa de toda a sociedade, incluindo o engajamento dos homens no debate.

Destaques da programação: do ciclo da dor à reconstrução

O seminário aborda temas sensíveis e urgentes através de painéis técnicos e palestras de impacto:

  • Vítimas Invisíveis: Um painel dedicado às crianças órfãs do feminicídio e aos processos de adoção e acolhimento como caminhos para a reconstrução da vida.
  • Literatura e Realidade: A palestra do jornalista Klester Cavalcanti, autor de “Matou uma, matou todas”, expõe dados alarmantes, como o fato de que 90% dos agressores são familiares das vítimas.
  • Avanço Normativo: O debate sobre a Lei 14.994/2024, que endurece o enfrentamento ao feminicídio, conta com a participação da senadora Margareth Buzetti e especialistas do Judiciário.

Políticas Públicas em Sorriso

O evento reafirma o compromisso de Sorriso com a proteção integral. Atualmente, o município investe em redes de monitoramento e suporte psicológico para garantir que o ciclo da violência — que muitas vezes começa com o controle patrimonial ou abuso psicológico — seja interrompido antes de chegar à violência física.

A participação de acadêmicos de Direito e Psicologia, além de conselheiros tutelares, visa capacitar os profissionais que atuam na ponta do atendimento, garantindo que as vítimas encontrem um sistema de proteção eficiente e humanizado no estado de Mato Grosso.

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