Saiba como o elefante Sandro reagiu ao sair da caixa de transporte e explorar a vegetação em Mato Grosso

Após transferência histórica autorizada pela Justiça, animal de 54 anos dá os primeiros passos na vegetação e passa por avaliação de saúde em Mato Grosso.

Um novo capítulo para a preservação animal em Mato Grosso teve início com os primeiros passos do elefante Sandro em solo mato-grossense.

Após desembarcar no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado no município de Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá), o paquiderme de 54 anos deixou a estrutura de manejo coberta e passou a explorar a vegetação nativa do seu novo recinto.

A chegada ao estado é o desfecho de uma operação logística de alta complexidade que durou cerca de 48 horas. Acomodado em um container climatizado sobre uma carreta-prancha, o animal percorreu mais de mil quilômetros desde o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP).

Nas proximidades da reserva ambiental, as equipes efetuaram o transbordo da caixa para um caminhão menor, viabilizando o tráfego pelas estradas rurais do trecho final.

Diagnóstico veterinário e protocolo de saúde no santuário

Conforme reportado pelo portal CenárioMT, o processo de reabilitação do elefante Sandro entrou em uma fase crítica de monitoramento médico-veterinário. As avaliações visuais e de locomoção conduzidas pela equipe técnica do SEB identificaram assimetrias de marcha e sinais indicativos de potenciais alterações osteoarticulares, além de lesões nos pododáctilos (dedos das patas) do animal.

Para consolidar um diagnóstico preciso sem submeter o paquiderme a sedações invasivas, os especialistas adotarão o protocolo de condicionamento por reforço positivo. Essa metodologia exige a adaptação gradual de Sandro ao novo espaço para permitir a realização de exames físicos detalhados, radiografias e coletas de material — uma etapa de treinamento e aproximação que costuma demandar meses de preparação contínua.

Com a integração do novo morador, o espaço em Chapada dos Guimarães alcança a marca de sete elefantes abrigados. Como a diretriz da instituição proíbe a reprodução em cativeiro, Sandro — único macho do grupo — não dividirá o mesmo espaço físico com as fêmeas asiáticas (Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby). O contato social ocorrerá exclusivamente de forma gradual, por meio das divisórias de proteção dos recintos.

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