Um assalto com retenção de reféns mobilizou as forças de segurança de Água Boa, Mato Grosso, na madrugada deste sábado (19). Um homem de 32 anos, sua esposa de 33 e os dois filhos do casal foram mantidos sob ameaça constante de faca por cerca de 40 minutos dentro da própria residência, localizada no Bairro Rodoviário.
O invasor, que ostentava tornozeleira eletrônica de monitoramento presidiário, rendeu a família após escalar o imóvel.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, o criminoso usou uma churrasqueira metálica como apoio para alcançar a janela do banheiro por volta das 3h.
Uma vez no interior da casa, apossou-se de uma faca de cozinha e passou a exigir a entrega de dinheiro em espécie, transferências via Pix e objetos de valor sob ameaças diretas à integridade física do casal e das crianças.
Fuga planejada e recuperação de patrimônio na Avenida Planalto
Diante do risco iminente, o morador arquitetou uma estratégia de persuasão para afastar o agressor de sua esposa e filhos, que acabaram trancados em um dos cômodos. A vítima convenceu o assaltante a ir até uma agência bancária para efetuar o saque dos valores solicitados. Antes da saída, o homem recolheu peças de vestuário, bijuterias e um cheque assinado em branco, forçando o proprietário a dirigir seu próprio carro.
A reviravolta ocorreu nas imediações da Avenida Planalto, quando o suspeito ordenou que o motorista parasse para assumir a direção do automóvel. No instante em que o criminoso desembarcou para efetuar a troca de assentos, a vítima acelerou o veículo, conseguiu fugir da abordagem e acionou uma patrulha policial que trafegava pela Avenida Júlio Campos.
Apesar das varreduras intensivas realizadas pela Polícia Militar, o suspeito não foi localizado até o momento. Durante as diligências pelo Bairro Rodoviário, os agentes localizaram uma motocicleta Honda Pop 100 pertencente à família, subtraída da garagem durante a ação e abandonada a aproximadamente 70 metros do imóvel. O veículo e os pertences deixados para trás foram restituídos aos proprietários. O inquérito policial foi instaurado e segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Mato Grosso.
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