A queima prescrita em Chapada dos Guimarães foi iniciada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) na Área de Proteção Ambiental (APA), conforme divulgado oficialmente pela corporação.
A operação começou nesta semana na região do Mirante do Centro Geodésico da América do Sul e segue até sexta-feira (24), com o objetivo de reduzir o risco de incêndios florestais durante o período de estiagem.
Conforme apurado, a técnica consiste no uso planejado e controlado do fogo para eliminar materiais secos, como folhas e galhos, que funcionam como combustível natural.
A ação é conduzida pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), com apoio da Defesa Civil municipal e acompanhamento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA).
Área é considerada crítica para incêndios
Segundo o tenente-coronel Heitor Alves de Souza, comandante do BEA, a região onde ocorre a queima prescrita em Chapada dos Guimarães é historicamente associada ao surgimento de focos de incêndio. Por isso, a intervenção antecipada é considerada estratégica para evitar ocorrências de grande proporção.
“Essa é uma ação de prevenção para reduzir o material combustível na área e diminuir o risco de incêndios de maior intensidade”, afirmou o comandante, em nota oficial do CBMMT.
Como funciona a queima controlada
A queima prescrita segue protocolos técnicos e ambientais rigorosos, sendo realizada apenas em condições climáticas favoráveis. Entre os principais objetivos da prática estão:
- Reduzir a carga de vegetação seca acumulada;
- Diminuir a propagação de incêndios descontrolados;
- Proteger áreas sensíveis e unidades de conservação;
- Facilitar o combate a focos durante o período seco.
De acordo com a SEMA, o uso do fogo como ferramenta de manejo ambiental é previsto em normas técnicas e pode ser autorizado em áreas específicas, desde que acompanhado por equipes especializadas.
Prevenção ganha destaque no período de estiagem
A queima prescrita em Chapada dos Guimarães integra um conjunto de ações preventivas adotadas anualmente no estado para enfrentar o aumento de incêndios durante a seca. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que os focos de calor tendem a crescer significativamente entre os meses de julho e setembro na região Centro-Oeste.
Especialistas em gestão ambiental apontam que medidas antecipadas, como o manejo do combustível vegetal, são essenciais para reduzir danos ambientais e custos operacionais no combate ao fogo.
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