A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (10 de junho de 2026), um homem de 42 anos apontado como liderança de uma facção criminosa em Rondonópolis.
A captura ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Primeira Vara Criminal do município, em uma chácara na zona rural da cidade. O suspeito foi autuado pelos crimes de lavagem de dinheiro e embaraço a investigações de organização criminosa.
O alvo já vinha sendo monitorado pela Polícia Civil por sua suposta participação no assassinato de um homem de 45 anos, crime registrado em fevereiro de 2026 no bairro Ipanema. De acordo com o relatório da DHPP, as linhas de investigação apontam que a execução foi motivada por disputas territoriais ligadas ao tráfico de entorpecentes e à prática de agiotagem na região.
Apreensão de valores e veículos adulterados
Durante a varredura perimetral e interna na propriedade rural, as equipes policiais localizaram uma estrutura logística que corrobora as suspeitas de lavagem de capitais. Foram apreendidos:
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R$ 48.800,00 em notas de espécie, sem comprovação de origem lícita ou atividade declarada que justificasse o montante;
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Três automóveis com indícios severos de adulteração nos sinais identificadores (chassi e placas);
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Quatro aparelhos celulares, um simulacro de arma de fogo (pistola falsa), cadernos com anotações de contabilidade do crime e insumos utilizados para o refino e acondicionamento de drogas.
Destruição de provas no ralo do banheiro
O flagrante foi agravado pela reação do investigado no momento em que os policiais civis acessaram a residência. Na tentativa de ocultar dados, mensagens e históricos de conexões com outros integrantes da facção, o homem quebrou um dos seus aparelhos celulares e jogou os fragmentos no ralo de um dos banheiros da chácara.
A manobra de destruição de provas foi interceptada pelos agentes, que recuperaram os componentes eletrônicos. A conduta tipificou o crime de embaraço, previsto na Lei Federal nº 12.850/2013 (Lei de Organizações Criminosas), que pune severamente quem tenta impedir ou dificultar o avanço de instruções criminais.
Desdobramentos jurídicos e denúncias
O suspeito também responderá com base na Lei nº 9.613/1998 (Lei de Lavagem de Dinheiro), cuja pena de reclusão pode atingir dez anos. Os veículos apreendidos passarão por perícia técnica especializada para identificar se são produtos de roubo ou furto clonados.
Após a formalização do auto de prisão em flagrante na delegacia, o preso foi encaminhado para a audiência de custódia e permanece à disposição do Poder Judiciário na Penitenciária Regional de Rondonópolis. As investigações sobre o homicídio de fevereiro continuam para identificar se houve a participação de executores terceirizados ou mandantes associados.
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