A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na última quinta-feira (6), a Operação Ponto Cego com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado pelo assassinato de José Carlos Toninato, de 59 anos, ocorrido no estado. A ação policial cumpre duas ordens de prisão temporária, sete mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares cumpridas simultaneamente nos municípios de Mirassol D’Oeste e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Os mandados judiciais foram expedidos pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Mirassol D’Oeste e miram diretamente suspeitos de envolvimento no homicídio registrado no início de julho. O intuito principal da operação é aprofundar as apurações para identificar com precisão todos os executores, colaboradores e eventuais mandantes do crime.
Investigação aponta ação planejada e base logística
José Carlos Toninato foi morto em 1º de julho, em uma residência situada em uma área localizada entre os bairros Pôr do Sol e Morumbi. De acordo com as conclusões preliminares da Delegacia de Mirassol D’Oeste, quatro homens teriam participado diretamente da execução, utilizando um veículo automotor para se deslocarem até o imóvel da vítima e fugirem logo após o ato.
A investigação aponta que o assassinato foi minuciosamente planejado, contando com clara divisão de tarefas entre os envolvidos. Os levantamentos indicam que uma casa da região serviu como base logística de apoio antes e depois da execução.
Para mapear a rota de fuga e reconstruir os passos da quadrilha, os investigadores utilizaram imagens capturadas por sistemas de segurança da vizinhança. Além disso, a Polícia Civil descobriu que o grupo tentou eliminar provas cruciais ao remover e inutilizar o cartão de memória das câmeras instaladas no próprio imóvel de apoio.
Envolvimento de facção criminosa e desdobramentos
Segundo a autoridade policial responsável pelo caso, a apuração também examina a possível conexão dos suspeitos com uma facção criminosa atuante na região. Há indícios de que os investigados atuaram em funções compartimentadas, englobando desde o levantamento prévio do endereço da vítima e o transporte dos executores até o suporte logístico posterior e a tentativa de ocultação dos rastros do crime.
Com o avanço das diligências e a consolidação das provas, a Polícia Civil representou pelas ordens de prisão e buscas, que receberam o aval do Poder Judiciário. Todo o material apreendido durante os cumprimentos das ordens será submetido a perícias técnicas para robustecer o inquérito.
As investigações prosseguem em sigilo. O nome batizado para a operação — Ponto Cego — faz alusão direta à tentativa frustrada dos criminosos de destruir e impedir a recuperação das imagens de monitoramento do imóvel usado como refúgio.
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