O setor de carnes em Mato Grosso encerrou o período de janeiro a novembro de 2025 com um resultado financeiro surpreendente. Mesmo com um cenário global conturbado, as exportações somadas de carne bovina, suína e de aves geraram uma receita 43% superior à do ano anterior. O faturamento saltou de US$ 2,7 bilhões para US$ 3,85 bilhões, consolidando o estado como uma potência resiliente no mercado externo.
O dado mais curioso do balanço de 2025 é que o estado ganhou mais dinheiro vendendo menos animais. Houve uma queda expressiva no volume de abates: a pecuária de corte, por exemplo, viu o número de cabeças processadas cair de 7,14 milhões para 5,39 milhões. Essa retração também foi observada nos segmentos de suínos e aves.
A explicação para o crescimento financeiro em meio à menor oferta física reside na qualidade do produto. Com investimentos em confinamento e terminação intensiva, Mato Grosso passou a entregar animais mais jovens e com carne de maior valor agregado. Hoje, boa parte do rebanho é abatida antes dos dois anos de idade, o que garante um produto premium altamente valorizado no mercado internacional.
O desempenho de 2025 testou a agilidade logística do estado. Durante 99 dias, os Estados Unidos impuseram uma sobretaxa de 50% à carne brasileira, o que poderia ter sido um golpe duro para os produtores locais. No entanto, Mato Grosso demonstrou flexibilidade ao redirecionar rapidamente seus carregamentos para o eixo asiático e o Oriente Médio.
A China consolidou sua posição como o principal parceiro comercial, absorvendo o vácuo deixado pelo mercado americano. Outros destinos como Egito, Emirados Árabes e Coreia do Sul também ampliaram suas compras, garantindo que o fluxo de dólares para o estado não fosse interrompido pelas tensões diplomáticas no Ocidente.
Panorama por categoria (Jan-Nov 2025):
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Carne Bovina: Líder absoluta, responsável por US$ 3,62 bilhões da receita total.
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Carne Suína: Registrou avanço sólido, atingindo US$ 68,55 milhões.
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Aves e Suínos: Apesar da queda no abate de frangos (de 211 milhões para 158 milhões), a rentabilidade das plantas habilitadas para exportação manteve o setor em alta.
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