Operação Canto da Liberdade: Polícia e Ibama resgatam 25 aves silvestres de cativeiro ilegal em Nova Xavantina

Operação Canto da Liberdade flagra aves em cativeiro ilegal e aponta sinais de maus-tratos em Nova Xavantina.

Uma ação conjunta entre a Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental e o Ibama desferiu um duro golpe contra o comércio ilegal de fauna em Nova Xavantina. A Operação Canto da Liberdade, deflagrada nesta terça-feira (5), resultou na apreensão de 25 aves silvestres que eram mantidas em cativeiro irregular no interior de Mato Grosso.

Os animais foram localizados em condições precárias, apresentando ferimentos e sinais evidentes de maus-tratos, o que reforça a crueldade envolvida no tráfico de espécies protegidas.

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Espécies de Alto Valor e Maus-Tratos

Entre as aves resgatadas, os agentes identificaram exemplares de bicudos e curiós. Por possuírem um canto apreciado e alto valor de revenda no mercado clandestino, essas espécies são alvos constantes de criminosos que alimentam o tráfico de fauna silvestre na região.

De acordo com os órgãos ambientais, os pássaros estavam confinados em ambientes inadequados, em total desacordo com a legislação vigente, o que agravava o sofrimento dos animais.

Fraude e Falsificação de Anilhas

Além do cativeiro ilegal, a operação descobriu um esquema de falsificação para tentar burlar a fiscalização. Foram encontrados indícios de adulteração em anilhas e registros oficiais. Os suspeitos utilizavam esses mecanismos para simular que os animais eram de origem legalizada, permitindo a circulação e venda das aves sem levantar suspeitas.

“A investigação segue para identificar todos os envolvidos, incluindo possíveis crimes de falsificação de registros públicos e a extensão da rede de comercialização”, afirmou o delegado Flávio Leonardo Santana Silva.

Destino dos Animais Resgatados

As 25 aves foram encaminhadas para a base do Ibama, onde passarão por uma triagem clínica rigorosa. Especialistas avaliarão se os pássaros ainda possuem instinto de sobrevivência para serem devolvidos imediatamente à natureza ou se precisarão de um período de reabilitação em centros especializados.

Embora os responsáveis pela guarda ilegal não tenham sido localizados durante a incursão, a Polícia Civil confirmou que eles já estavam sendo monitorados e devem ser indiciados por crimes ambientais e maus-tratos.

Você acredita que as penas para quem mantém aves silvestres ilegalmente em casa deveriam ser mais severas, incluindo prisão sem fiança, ou a conscientização ambiental nas escolas é mais eficaz para acabar com o hábito de ‘engaiolar’ pássaros em Mato Grosso? Deixe sua opinião nos comentários.

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