MPF extingue Gaeco federal de Mato Grosso e transfere investigações para supergrupo em Brasília

Nova estrutura regional da 1ª Região reúne quatro estados a partir de outubro para combater facções e lavagem de dinheiro sem barreiras de divisa.

A partir de 1º de outubro, as grandes investigações sobre o crime organizado conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso não ficarão mais restritas ao âmbito local.

Uma portaria publicada nesta segunda-feira (24) determinou a migração de todos os procedimentos para o recém-criado Gaeco Regional da 1ª Região, sediado em Brasília. A unidade vai centralizar apurações que envolvem, além do território mato-grossense, o Distrito Federal, Goiás e Tocantins.

A guinada operacional visa sufocar facções criminosas e esquemas financeiros que cruzam as fronteiras estaduais. Com a mudança, inquéritos abertos em Mato Grosso passam a integrar o acervo regionalizado.

A portaria garante que os procuradores que já lideram os casos atuais continuem no comando, mas com a prerrogativa de atuar em força-tarefa com membros dos outros estados do bloco.

Como vai funcionar na prática:

  • Ofícios dedicados: Mato Grosso terá dois postos fixos na nova estrutura, além de uma subcoordenação local para fazer a ponte com a sede federal em Brasília.

  • Foco total: Em casos de extrema gravidade ou grande volume de dados, os procuradores poderão ser liberados de suas funções rotineiras para dedicação 100% exclusiva ao inquérito.

  • Cobertura judicial: Os procuradores da rede regional vão acompanhar o processo do início ao fim, atuando diretamente em audiências e julgamentos na Justiça Federal e na Justiça Eleitoral.

O processo de escolha dos membros começa imediatamente, e o grupo terá até 3 de novembro de 2026 para aprovar seu regimento interno definitivo. (Vale registrar: a alteração ocorre exclusivamente na estrutura do MPF e não afeta o Gaeco do Ministério Público Estadual).

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.