Mato Grosso arrecada mais de R$ 58 bilhões em impostos em 2025

No âmbito federal, o Brasil se aproximou da marca histórica de R$ 4 trilhões em arrecadação.

O estado de Mato Grosso fechou o ano de 2025 com uma arrecadação tributária recorde de R$ 58,225 bilhões, somando impostos municipais, estaduais e federais.

O montante representa um crescimento de 9,72% em comparação a 2024, superando significativamente a inflação de 4,26% (IPCA) registrada no mesmo período. Esse avanço indica um aumento real na receita tributária estadual, refletindo o dinamismo da economia local.

Segundo a Fecomércio-MT, o desempenho foi positivo mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por taxas de juros elevadas e crédito mais caro.

O setor produtivo foi o grande protagonista desse incremento, conseguindo expandir a arrecadação apesar das limitações para novos investimentos.

Desempenho por municípios

A arrecadação municipal em Mato Grosso está concentrada em polos econômicos estratégicos, impulsionada pelos setores de serviços, comércio e agronegócio. Cuiabá lidera isoladamente o ranking estadual.

Principais Arrecadações Municipais:

  • Cuiabá: R$ 1,2 bilhão
  • Rondonópolis: R$ 325 milhões
  • Sinop: R$ 244 milhões
  • Lucas do Rio Verde: R$ 172 milhões
  • Várzea Grande: R$ 157 milhões
  • Sorriso: R$ 121 milhões

Cenário nacional e tributos relevantes

No âmbito federal, o Brasil se aproximou da marca histórica de R$ 4 trilhões em arrecadação. Entre os tributos que mais pesaram no bolso do contribuinte e no caixa do governo em 2025, destacam-se:

  • ICMS (Estadual): R$ 804 bilhões
  • Contribuições Previdenciárias: R$ 746 bilhões
  • Imposto de Renda: R$ 678 bilhões
  • Cofins: R$ 398 bilhões
  • ISS (Municipal): R$ 109 bilhões
  • IPTU (Municipal): R$ 77 bilhões

Embora os números sejam expressivos, o Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MT (IPF-MT) alerta que o crescimento da arrecadação não se traduz, necessariamente, em aumento do bem-estar econômico.

Parte desse avanço decorre de ajustes na carga tributária, o que eleva o custo de operação das empresas e o preço final ao consumidor. O debate atual concentra-se na eficiência do gasto público e na necessidade de a sociedade perceber o retorno desses impostos em serviços de qualidade.

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