A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso abriu oficialmente o edital de convocação para a seleção da Fenearte 2026. O chamamento público vai selecionar 10 representantes — entre artesãos individuais, mestres artesãos, associações e grupos produtivos — para integrar o estande oficial do estado na 26ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato, que ocorrerá de 8 a 19 de julho de 2026, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.
O lançamento do edital ocorre na esteira de um resultado financeiro histórico para o setor. Durante o 22º Salão do Artesanato, realizado entre os dias 13 e 17 de maio no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, a comitiva de 11 artesãos mato-grossenses comercializou mais de 2 mil peças, movimentando um total de R$ 305.768,00 em vendas diretas e encomendas futuras.
Cotas de inclusão e preservação cultural
Como forma de garantir a pluralidade da produção artística e a salvaguarda de técnicas tradicionais do estado, o edital de seleção para a Fenearte 2026 estruturou vagas afirmativas e específicas para diferentes núcleos produtivos:
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Mestres Artesãos: Detentores de saberes tradicionais e técnicas de transmissão oral;
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Artesanato Indígena e Quilombola: Espaços reservados para a valorização de peças étnicas (que foram destaque de curadoria na última feira em São Paulo com trabalhos em sementes, argila e madeira);
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Acessibilidade: Vagas destinadas a artesãos com deficiência (PcD);
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Associativismo: Cadeiras voltadas para cooperativas e entidades representativas que carregam a produção de dezenas de famílias do interior.
As inscrições são gratuitas e permanecem abertas até o dia 29 de maio de 2026. Os interessados podem submeter a documentação e as fotos das peças de três maneiras: presencialmente na sede da Sedec, em Cuiabá; por e-mail institucional; ou por meio do formulário eletrônico disponível no portal da secretaria.
Logística subsidiada facilita acesso ao mercado
A participação de Mato Grosso no circuito nacional de feiras adota um modelo de cofinanciamento que viabiliza a presença de pequenos produtores de comunidades isoladas. A estrutura física dos estandes e o espaço expositivo são custeados pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), vinculado ao governo federal, enquanto o governo de Mato Grosso absorve os custos de logística, transporte e despacho das peças cadastradas.
“Participar da Fenearte é muito mais do que vender peças. É colocar o artesanato mato-grossense em uma das maiores vitrines da América Latina”, destacou a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Sampaio.
A Fenearte é considerada o principal polo de conexões comerciais do setor no continente, atraindo anualmente caravanas de lojistas, decoradores, arquitetos e exportadores internacionais em busca de matérias-primas sustentáveis e design identitário, consolidando o artesanato como um eixo dinâmico da economia verde e da geração de renda familiar em Mato Grosso.
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