Morte por meningite acende alerta, mas não gera alarme em Lucas do Rio Verde, afirma Souto

Secretaria de Saúde reforça caráter viral do caso e destaca importância da vacinação preventiva no município

A morte de uma mulher registrada no dia 19 de março no Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde, trouxe preocupação à população e levantou questionamentos sobre possíveis riscos de disseminação da meningite na região. No entanto, o secretário municipal de Saúde, Welligton Souto, esclarece que o caso não deve ser tratado como motivo de alarme, mas sim de atenção e prevenção.

Segundo o secretário, o óbito foi devidamente investigado por meio da comissão de análise de mortes, seguindo todos os protocolos sanitários. A paciente era moradora da linha Morocó, divisa entre Lucas do Rio Verde e Sorriso, mas estava sendo acompanhada pelo município vizinho, que também conduz parte das apurações.

“É um momento de alerta, não de alarme. Esse caso ocorreu em março, foi investigado, houve coleta de material no hospital, e o diagnóstico confirmou que se trata de uma meningite viral, não bacteriana, o que reduz significativamente o risco de transmissão mais grave”, explicou Souto.

Diagnóstico e investigação

O secretário também esclareceu dúvidas sobre o tempo necessário para confirmação do diagnóstico, destacando que o processo envolve etapas laboratoriais fora do município.

“A coleta é feita aqui, mas o material precisa ser encaminhado para Cuiabá, onde é processado. Só depois disso é emitido o laudo. Esse fluxo é padrão e acaba demandando um tempo maior”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que, mesmo com o diagnóstico de meningite viral — considerada menos agressiva que a bacteriana —, protocolos de monitoramento foram adotados, especialmente pela Secretaria de Saúde de Sorriso, que realiza o acompanhamento de pessoas próximas à paciente.

Vacinação é principal ferramenta de prevenção

Diante da repercussão do caso e de ocorrências recentes na região, especialmente em municípios como Sinop, a Secretaria de Saúde de Lucas do Rio Verde reforça a importância da vacinação como principal medida preventiva.

“Atualmente, temos disponíveis nos postos de saúde as vacinas meningocócica tipo C e a ACWY, indicadas para diferentes faixas etárias, principalmente crianças e adolescentes. Já a vacina contra o tipo B está disponível apenas na rede privada”, destacou o secretário.

Welligton Souto enfatizou que o município mantém uma cobertura vacinal considerada elevada e que as doses estão disponíveis de forma contínua nas unidades de saúde.

“A campanha é permanente. Todos os postos oferecem vacinação, além de atendimentos em horários estendidos, como no PAM, até a meia-noite, e também aos finais de semana em algumas unidades”, pontuou.

Cenário monitorado

Apesar de reforçar que não há motivo para pânico, o secretário reconhece que o cenário exige vigilância constante, especialmente diante de registros recentes na região.

“Nós nunca estaremos totalmente livres de ameaças, mas estamos preparados. Estamos ampliando a comunicação e reforçando as orientações para garantir segurança à população”, concluiu.

A orientação da Secretaria de Saúde é para que a população mantenha o calendário vacinal atualizado e procure uma unidade de saúde em caso de sintomas suspeitos, contribuindo para a prevenção e o controle de possíveis casos.

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