Caso de maus-tratos reacende debate sobre proteção animal e estrutura de atendimento em Lucas do Rio Verde

Autoridades reforçam necessidade de punição, ampliação de políticas públicas e criação de convênios para atendimento veterinário emergencial

Um novo caso de maus-tratos contra animais voltou a mobilizar a comunidade em Lucas do Rio Verde, reforçando o debate sobre proteção animal e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor. Na última semana, duas pessoas foram conduzidas à delegacia e irão responder criminalmente após a identificação de um caso considerado grave, envolvendo abandono de animal na região da MT 449. As investigações contaram com imagens e elementos de prova que auxiliaram as forças de segurança na rápida atuação.

Nesta segunda-feira (09) o assunto foi abordado durante sessão da Câmara de Vereadores. O vereador Wlad Mesquita reforçou que a cidade e todo o estado de Mato Grosso enfrentam desafios relacionados à causa animal e destacou que não pode haver tolerância com esse tipo de crime.

“Não podemos tolerar, em hipótese alguma, maus-tratos contra animais. Todo o estado de Mato Grosso vem sofrendo com essa situação. Em Lucas do Rio Verde, temos trabalhado unindo forças entre poder público e sociedade para atender essa causa tão importante”, afirmou.

Resgates evidenciam necessidade de estrutura para atendimento imediato

Outro episódio recente também chamou atenção para a necessidade de estrutura organizada para atendimento emergencial. Um resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros salvou um gato que permaneceu cerca de três dias preso em uma tubulação, com a pata presa em concreto. Após o salvamento, surgiu a dificuldade de encaminhamento para atendimento veterinário imediato.

Segundo Wlad Mesquita, a situação evidencia a urgência de criação de convênios entre clínicas veterinárias e o poder público para garantir atendimento rápido em casos de resgate.

“Na mesma semana, o Corpo de Bombeiros fez um trabalho fenomenal ao resgatar um gato que estava preso em uma tubulação há cerca de três dias, com a pata concretada. Após o resgate, surgiu a dificuldade de para onde levar esse animal para atendimento. Levamos a uma clínica, mas isso acontece com frequência. As associações enfrentam diariamente esse desafio e os custos são altos. Precisamos que o poder público tenha convênios com clínicas veterinárias para garantir o primeiro atendimento”, explicou.

Avanços em políticas públicas e desafios para os próximos anos

O trabalho desenvolvido no município já apresenta avanços importantes, especialmente nas ações preventivas. Entre os números destacados estão mais de cinco mil castrações realizadas por meio da Unidade Permanente de Castração e mais de três mil microchipagens realizadas em animais.

Além disso, propostas legislativas seguem em discussão, incluindo projetos relacionados ao censo animal e à criação de Banco de Ração, iniciativas consideradas fundamentais para ampliar o controle populacional e garantir suporte a famílias e protetores independentes.

Para Wlad Mesquita, o próximo passo envolve ampliar ações de adoção responsável, fortalecer a punição contra crimes de maus-tratos e estruturar o atendimento veterinário para situações de resgate.

“Precisamos avançar na adoção responsável, na punição de quem maltrata animais e também garantir clínicas veterinárias parceiras para atendimento dos animais resgatados, seja pelas associações ou pelas forças de segurança. Assim conseguimos fechar todo o ciclo de proteção animal”, concluiu.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.