Um jovem de 21 anos foi preso nesta segunda-feira (12) por contrabando após a polícia apreender 5.715 cigarros eletrônicos e 2.637 essências em uma loja no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, capital de Mato Grosso. Os produtos, cuja comercialização é proibida no Brasil, estavam armazenados no estabelecimento indicado durante a apuração.
A prisão ocorreu depois que policiais da Companhia de Rondas e Ações Intensivas Ostensivas (Raio) abordaram um motociclista que circulava sem retrovisor. Embora o veículo estivesse regular, os militares encontraram na mochila do condutor 14 cigarros eletrônicos e 19 essências, o que levantou suspeita imediata sobre a origem do material.
Questionado no local, o homem afirmou atuar como entregador de uma loja. A informação direcionou os policiais até o endereço citado, onde foi realizada a verificação do comércio. No interior do estabelecimento, além do grande volume de cigarros eletrônicos e essências, os agentes recolheram 48 carteiras de cigarros de origem estrangeira, baterias, resistências, planilhas com anotações e notebooks usados na rotina do negócio.
O material apreendido indica que a loja funcionava como ponto de armazenamento e distribuição dos produtos proibidos. A diversidade de itens encontrados, incluindo equipamentos e registros, reforçou a suspeita de atividade comercial estruturada, o que motivou a condução do responsável para os procedimentos legais.
Durante a ação, os policiais preservaram o local e organizaram o recolhimento dos itens para evitar extravios. A ocorrência foi registrada na Central de Flagrantes, onde o jovem permaneceu à disposição das autoridades enquanto o material era catalogado.
Encaminhamento e próximos passos
Após o registro, o suspeito e todo o material apreendido foram encaminhados à Polícia Federal, responsável por adotar as providências cabíveis em casos de contrabando. A legislação brasileira proíbe a venda de cigarros eletrônicos e acessórios, e a apuração busca esclarecer a origem dos produtos e a possível participação de outras pessoas na cadeia de fornecimento.
A investigação segue para identificar fornecedores e rotas de entrada dos itens no país. Conforme informações repassadas pelas forças de segurança envolvidas na ocorrência, novas diligências podem ser realizadas a partir da análise dos equipamentos e anotações recolhidos.
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