Os consumidores de Mato Grosso devem gastar mais no Natal de 2025. Levantamento divulgado neste período aponta que o ticket médio das compras subiu de R$ 500 para R$ 759,79, indicando um avanço real de 45% em relação ao ano anterior.
O cenário reflete diretamente no volume financeiro esperado para a data. A estimativa é de que o comércio estadual receba uma injeção de R$ 1,26 bilhão durante o período natalino, impulsionada pelo maior valor desembolsado por quem decidiu ir às compras.
De acordo com a pesquisa do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio, 56,7% dos consumidores pretendem comprar presentes neste Natal. O índice representa crescimento frente aos 48,8% registrados no levantamento anterior, sinalizando retomada do otimismo no comércio.
O aumento do gasto médio não está restrito apenas à compra de presentes tradicionais. Conforme explicou Wenceslau Júnior, presidente da Fecomércio-MT, parte desse avanço está ligada à inclusão de viagens no orçamento de fim de ano e à priorização de itens típicos das celebrações, que ganharam maior peso no planejamento familiar.
Entre os produtos mais procurados, as roupas e acessórios lideram a preferência, citadas por 35,9% dos entrevistados. Em seguida aparecem os itens para a ceia, com 25,9%, enquanto cosméticos e perfumes somam 14,5% das intenções de compra.
Formas de pagamento e locais preferidos
Apesar do avanço dos meios eletrônicos, o cartão de crédito segue como principal forma de pagamento. Segundo o levantamento, 50,5% dos consumidores pretendem utilizar o cartão, o que indica tendência de parcelamento das despesas natalinas. O Pix aparece na sequência, sendo a opção de 35,6% dos participantes.
Na escolha do local para as compras, o comércio de rua mantém protagonismo. As lojas do Centro concentram a preferência de 40,4% dos consumidores, superando os supermercados, com 21%, e os shoppings, citados por 13,4%.
Esse comportamento reforça a importância do varejo tradicional durante o período, especialmente em cidades onde o comércio central ainda concentra grande parte da oferta de produtos e serviços.
Sinal de alerta no consumo
Apesar do crescimento no valor total movimentado, o estudo também aponta cautela. Cerca de 35% dos entrevistados afirmaram que pretendem reduzir os gastos em comparação com 2024, mesmo diante do aumento no ticket médio.
Entre aqueles que não devem comprar nada, percentual próximo de 40%, os principais motivos são a ausência do hábito de celebrar a data ou a falta de recursos financeiros disponíveis. Para a Federação, o dado acende um sinal de atenção: quem compra, gasta mais, mas uma parcela relevante da população segue com restrições no orçamento.
As informações são da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio, divulgada pela Fecomércio-MT, que monitora o comportamento do consumo no período natalino.
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