Estado coloca 2,1 mil km de rodovias rumo à privatização em Mato Grosso

Plano do governo prevê repassar 21 rodovias estaduais para a iniciativa privada; motoristas e moradores podem cobrar melhorias e dar sugestões em transmissão ao vivo no dia 21 de julho

Viajar pelas rodovias estaduais de Mato Grosso deve ganhar uma nova dinâmica (e novos pedágios) nos próximos anos.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), marcou para o próximo dia 21 de julho uma audiência pública virtual para apresentar o plano que pretende repassar 2,1 mil quilômetros de estradas para a iniciativa privada.

A reunião acontece das 9h às 11h (horário de MT), com transmissão aberta pelo YouTube da Sinfra. Na prática, é a chance que o cidadão, motoristas de aplicativo, caminhoneiros e empresários têm para questionar os valores das tarifas, exigir duplicações e sugerir melhorias antes que o martelo seja batido e o edital de licitação vá para a rua.

O que muda nas estradas?

O pacote é grande e faz parte da segunda fase do programa de concessões do estado. Ao todo, são 21 rodovias (as famosas MTs) recortadas em lotes regionais. A ideia do governo é que as empresas vencedoras assumam a manutenção das pistas, tragam investimentos como terceiras faixas, acostamentos, guinchos e ambulâncias e, em troca, cobrem pedágio dos motoristas.

O projeto mexe diretamente com a rotina de quem circula pelos principais polos do agronegócio e do turismo de Mato Grosso, ligando cidades como Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres e Tangará da Serra.

Como ficou a divisão dos lotes na sua região?

O governo fatiou as estradas por blocos regionais. Veja onde a sua cidade se encaixa:

  • Lote A (Nortão – 287 km): Pega as MTs 320, 422, 423 e 429. Envolve quem roda por Sinop, Cláudia, Marcelândia, Nova Santa Helena, Santa Carmem e União do Sul.

  • Lote B (Araguaia – 161 km): Inclui as MTs 100, 240 e 326, passando por Água Boa, Cocalinho e Nova Nazaré.

  • Lote C (Divisa Leste – 291 km): Focado na MT-100, cruzando Alto Araguaia, Araguaiana, Araguainha, Barra do Garças, Ponte Branca, Pontal do Araguaia, Ribeirãozinho e Torixoréu.

  • Lote D (Região Sul – 240 km): Corta as MTs 110 e 270, na região de Rondonópolis, Alto Garças, Guiratinga, São José do Povo e Tesouro.

  • Lote F (Pantanal – 124 km): Rota do turismo pelas MTs 060 e 451, entre Nossa Senhora do Livramento e Poconé.

  • Lote G (Oeste/Cáceres – 254 km): Envolve as MTs 010, 160 e 343. Pega Cáceres, Arenápolis, Barra do Bugres, Denise, Nortelândia, Nova Marilândia e Porto Estrela.

  • Lote H (Médio-Norte/Tangará – 122 km): Abrange as MTs 246 e 339, passando por Tangará da Serra, Barra do Bugres, Lambari d’Oeste, Nova Olímpia, Rio Branco e Salto do Céu.

  • Lote I (Eixo Central/Lucas – 183 km): Conecta as MTs 010, 160, 249 e 492, na região de Lucas do Rio Verde, Nova Maringá, Nova Mutum, São José do Rio Claro e Tapurah.

  • Lote J (Noroeste/Juara – 286 km): Pega as MTs 010 e 242, ligando Brasnorte, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Juara, Nova Maringá e Tapurah.

  • Lote K (Sorriso/Sinop – 186 km): Une trechos das MTs 010, 222 e 491, no miolo produtivo de Sorriso, Sinop, Ipiranga do Norte, Itanhangá e Porto dos Gaúchos.

Durante a live no dia 21, os técnicos vão explicar como vai funcionar o contrato de concessão e os prazos das obras. Quem quiser participar pode enviar perguntas e propostas diretamente pelos canais que serão abertos pela secretaria.

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