Empresários de Mato Grosso relatam mais turistas e alta no faturamento após dois anos do Transporte Zero

Levantamento da Sedec com 52 empresários de 20 municípios aponta fortalecimento do turismo de pesca esportiva em Mato Grosso

Pouco mais de dois anos após a implementação da Lei do Transporte Zero, o cenário nos rios de Mato Grosso mudou drasticamente — e para melhor, segundo o setor de turismo.

Um levantamento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), realizado com 52 empresários de 20 municípios, revela que a pesca esportiva nunca esteve tão valorizada.

Os dados apontam que 76,9% dos empreendimentos registraram aumento no fluxo de turistas, enquanto 67,3% viram o faturamento crescer desde que a nova legislação entrou em vigor.

A confiança dos visitantes também atingiu patamares elevados: 90,4% dos empresários acreditam que a lei fortaleceu a reputação de Mato Grosso como destino de excelência para quem busca o “peixe vivo”. Na prática, isso se traduz em rios mais silenciosos e piscosos.

Em Carlinda, no norte do estado, operadores relatam uma redução de 50% na movimentação predatória de barcos nos fins de semana, o que resultou em uma percepção imediata de aumento no estoque pesqueiro — o verdadeiro “troféu” para o pescador esportivo.

Impacto econômico e novos negócios em Mato Grosso

O fortalecimento da atividade gerou um efeito cascata na economia regional. Cerca de 78,8% dos entrevistados perceberam a abertura ou o fortalecimento de novos negócios, como pousadas especializadas, marinas e barco-hotéis.

Como o turismo de pesca possui um ticket médio mais alto, o setor precisou expandir estruturas e contratar mais guias, cozinheiros e equipes de limpeza, gerando empregos diretos em municípios que têm nos rios seu principal ativo econômico.

Segundo a Sedec, a pesca esportiva está consolidando Mato Grosso como um destino de experiência. O turista atual permanece mais tempo na região, consome serviços locais e valoriza a preservação ambiental.

Essa engrenagem sustenta um modelo de desenvolvimento onde o peixe vale muito mais no rio do que no isopor, garantindo a sustentabilidade do ecossistema e a rentabilidade a longo prazo para as comunidades ribeirinhas e empresários do setor.

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