Da mesa ao tanque de combustível: o milho que alimenta e move o Brasil

Ele está no cuscuz do café da manhã, no bolo do lanche e em preparos variados no almoço, da polenta gaúcha à canjiquinha mineira. Está também no etanol que abastece o carro da família e em muitos outros lugares. Neste 24 de abril, Dia Internacional do Milho, o Brasil celebra uma cultura que vai muito além da mesa: o país é o terceiro maior produtor mundial do grão e o segundo maior exportador, com safra 2025/26 estimada em 139,5 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Embora alguns acreditem que quase toda a colheita brasileira se destine à exportação, os dados mostram uma realidade mais diversa: dois terços da produção abastecem o mercado interno e um terço é embarcado para outros países. Do volume que fica no mercado nacional, quase 60% vão para a geração de proteína animal, em torno de 22% vão para produção de etanol e o restante , aproximadamente 18%, abastecem uma grande diversidade de indústrias.

O milho é matéria-prima para centenas de produtos industriais: de amido biodegradável (usado em sacolas e utensílios descartáveis) a antibióticos, tintas, baterias elétricas, sabonetes, adoçantes e pneus de borracha. Na indústria farmacêutica, pelo menos 85 tipos de antibióticos utilizam amido de milho na composição das cápsulas.

Safra 2025/26: recuo moderado, pressão nos custos

A safra atual registra leve queda em relação à anterior: de 141 para 139,5 milhões de toneladas, segundo a Conab. O recuo não compromete o patamar produtivo, mas um novo desafio se impôs: o conflito no Oriente Médio elevou de 30% a 50% o preço da ureia, fertilizante essencial para a safra. Essa pressão nos custos pode afetar a produtividade de lavouras em que produtores tiveram que reduzir a aplicação de nitrogenados.
“Não prevemos diminuição da área plantada, pois boa parte do milho foi semeado antes do conflito. Nas exportações, o Irã representou 22% das vendas brasileiras de milho em 2025, e esperamos que a situação se normalize até junho, quando o volume exportado tende a se intensificar”, avalia Daniel Rosa, Diretor Técnico da Abramilho.

No cenário global, o Brasil é o terceiro maior produtor e o segundo maior exportador, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2025, os principais destinos do grão brasileiro foram Irã (9,08 milhões de toneladas), Egito (7,65 milhões) e Vietnã (4,27 milhões), segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/Comex Stat).

4º Congresso Abramilho, o palco do debate estratégico

Quem quiser aprofundar o conhecimento sobre o milho brasileiro — produção, desafios e papel no cenário global — tem uma grande oportunidade em maio: o 4º Congresso Abramilho, no dia 13 de maio, das 8h às 14h, no Unique Palace, em Brasília/DF. O evento reunirá produtores, especialistas, representantes do governo e lideranças do setor para debater agricultura em transformação, inovação na segurança alimentar e geopolítica do agronegócio. Inscrições pelo link: sympla.com.br/evento/4-congresso-abramilho/3364808?qrcode=true.

DISPONÍVEL
Alta Floresta
35,80
-0,28
Alto Araguaia
42,00
-0,24
Alto Garças
42,90
-0,23
Campo Novo do Parecis
41,00
-0,24
Campo Verde
43,20
-0,23
Campos de Júlio
41,25
-0,24
Canarana
40,60
-0,25
Diamantino
42,10
-0,24
Ipiranga do Norte
37,80
-0,26
Lucas do Rio Verde
37,90
-0,26
Mato Grosso
40,02
-0,27
Matupá
35,90
-0,42
Nova Mutum
38,45
-0,26
Nova Ubiratã
38,00
-0,13
Porto dos Gaúchos
36,60
-0,27
Primavera do Leste
43,30
-0,23
Querência
39,90
-0,37
Rondonópolis
44,50
-0,45
Sapezal
41,80
-0,24
Sinop
39,45
-0,38
Sorriso
40,20
-0,25
Tangará da Serra
42,25
-0,24
Vila Rica
39,20
-0,13
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
33,47
-6,56
Alto Araguaia
49,72
-4,51
Campo Novo do Parecis
40,79
-5,45
Campo Verde
44,43
-5,02
Campos de Júlio
38,43
-5,75
Canarana
41,49
-5,36
Diamantino
40,48
-5,47
Ipiranga do Norte
38,18
-5,80
Lucas do Rio Verde
40,29
-5,49
Mato Grosso
40,81
-5,43
Nova Mutum
39,56
-5,61
Nova Ubiratã
38,44
-5,75
Porto dos Gaúchos
51,34
-4,37
Primavera do Leste
44,45
-5,01
Querência
39,74
-5,58
Rondonópolis
46,22
-4,83
Sapezal
39,26
-5,63
Sinop
38,11
-5,80
Sorriso
39,36
-5,61
Tangará da Serra
39,86
-5,56
Vila Rica
47,37
-4,71
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
502,60
-0,23
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
301,03
-1,43
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
186,72
-1,18
Campo Novo do Parecis - Santos
507,50
-0,98
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,67
0,00
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
100,00
1,69
Campo Verde - Santos
430,00
0,00
Canarana - Alto Araguaia
185,00
-2,63
Canarana - Paranaguá
454,88
-0,03
Canarana - Santos
470,55
0,00
Canarana - Uberlândia
290,00
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
460,81
-0,04
Diamantino - Rondonópolis
162,00
0,62
Diamantino - Santos
490,86
0,01
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
389,87
-0,46
Rondonópolis - Santos
409,01
0,99
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,34
0,24
Sorriso - Miritituba
331,25
-0,90
Sorriso - Paranaguá
505,64
-0,69
Sorriso - Rondonópolis
178,78
-2,04
Sorriso - Santos
522,62
0,00
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
100,00
0,49
Mato Grosso
100,00
0,12
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,55
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,00
Sudeste
100,00
0,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
46,75
1,26
Mato Grosso
47,32
1,48
Médio-Norte
48,19
1,06
Nordeste
49,11
2,81
Noroeste
48,59
1,77
Norte
46,79
1,54
Oeste
44,30
0,47
Sudeste
44,20
1,33
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,87
0,53
Mato Grosso
42,49
0,03
Médio-Norte
0,00
-100,00
Nordeste
42,35
-0,05
Noroeste
0,00
-100,00
Norte
0,00
-100,00
Oeste
0,00
-100,00
Sudeste
0,00
-100,00
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,55
0,19
Mato Grosso
42,73
-1,69
Médio-Norte
43,08
0,28
Nordeste
41,60
-0,86
Noroeste
41,33
-3,03
Norte
42,89
-8,00
Oeste
43,87
1,54
Sudeste
45,41
-2,02
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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