Restaurante em Cuiabá é interditado pela terceira vez em operação da Polícia Civil e Vigilância Sanitária

Restaurante na Avenida Carmindo de Campos foi novamente interditado após fiscalização constatar funcionamento irregular e permanência de falhas sanitárias.

Um restaurante situado na Avenida Carmindo de Campos, no bairro Jardim Paulista, na capital Cuiabá, foi interditado pela terceira vez consecutiva na noite da última sexta-feira (31) de julho de 2026, após equipes conjuntas da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária Municipal constatarem que o estabelecimento seguia operando comercialmente de forma clandestina, sem nenhuma autorização para retomar as atividades.

Conforme as informações divulgadas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e pelo órgão de vigilância em saúde, o restaurante continuava realizando o preparo de refeições e o atendimento ao público mesmo após as interdições anteriores, mantendo integralmente as graves irregularidades sanitárias que haviam motivado as medidas punitivas iniciais.

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Histórico de irregularidades e contaminação da água

Segundo os órgãos encarregados da fiscalização, a primeira interdição do local ocorreu em 14 de julho, ocasião em que uma inspeção detalhada revelou cenários alarmantes, como total falta de higiene na manipulação de alimentos, acúmulo expressivo de sujeira em maquinários, pisos e tubulações de gás, falhas estruturais severas e um vazamento de esgoto a céu aberto na parte dos fundos do imóvel. Além disso, laudos laboratoriais atestaram a presença alarmante de coliformes fecais na água utilizada tanto para a preparação de pratos quanto para a fabricação de gelo. Até a última diligência, o proprietário ainda não havia apresentado nenhum laudo técnico oficial comprovando a potabilidade da água.

Uma vistoria de reavaliação realizada em 17 de julho já havia comprovado que nenhuma das falhas apontadas foi sanada. Naquela data, os fiscais recolocaram os lacres e cartazes de interdição, que posteriormente foram deliberadamente cobertos com folhas de papel para ocultar o aviso aos consumidores, enquanto a cozinha funcionava normalmente.

Ausência do proprietário e riscos de crime

Durante a nova operação de fiscalização, o dono do estabelecimento não foi encontrado no local, havendo apenas funcionários que alegaram atuar na condição de prestadores de serviço terceirizados. Diante da flagrante reincidência, a interdição oficial foi renovada e o responsável legal, por meio de seu representante, foi advertido de que o local só poderá voltar a abrir as portas após sanar todas as exigências sanitárias e obter liberação expressa da Vigilância Sanitária.

A Polícia Civil enfatizou que, caso o restaurante volte a desrespeitar os embargos e funcione sem o aval dos órgãos competentes, o proprietário poderá responder criminalmente pelo crime de desobediência e por infração de medida sanitária preventiva no estado de Mato Grosso.

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