Paulo Neves Bispo, de 63 anos, tentou matar as próprias filhas logo depois de atirar contra a ex-mulher, Luciene Naves Correia, de 51 anos, na manhã de segunda-feira (16), no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, em Mato Grosso. Uma das jovens, grávida de nove meses, conseguiu se trancar em um quarto e não foi atingida. O suspeito morreu durante perseguição feita por um policial militar de folga.
De acordo com a Polícia Militar, o crime aconteceu enquanto Luciene tomava café da manhã em casa. Paulo teria pulado o muro do imóvel e efetuado disparos contra a ex-companheira. A vítima possuía medida protetiva contra ele, solicitada após o término do relacionamento.
No momento do ataque, a filha do casal estava dentro da residência. Ao perceber os disparos, correu e se trancou em um dos quartos. A gravidez avançada aumentou a tensão da situação, segundo informações repassadas pela PM. O suspeito não conseguiu alcançá-la.
Após o crime, Paulo deixou o imóvel e seguiu em direção à casa da segunda filha, que mora na mesma região. A movimentação chamou a atenção de um policial militar que estava de folga. Conforme relato da corporação, o agente deu voz de prisão, mas não foi obedecido. Teve início uma perseguição, com apoio de moradores, que terminou no bairro Jardim Liberdade.
Durante a ação, o suspeito foi baleado pelas costas pelo policial e morreu ainda no local. A tenente-coronel Thayse Assunção informou que ele seguia com a intenção de matar a outra filha. A intervenção impediu que o caso tivesse um desfecho ainda mais grave.
Segundo a investigação da Polícia Civil, Paulo já vinha fazendo ameaças contra a ex-mulher desde a separação. O casal manteve um relacionamento por 31 anos, conforme relataram vizinhos. A medida protetiva estava em vigor no momento do crime.
A Prefeitura de Cuiabá divulgou nota lamentando a morte da professora, que lecionava na Escola Municipal Constança Palma Bem Bem, no bairro Jardim Fortaleza. No comunicado, o município repudiou o ciclo de violência contra mulheres e manifestou solidariedade aos familiares.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que deve apurar as circunstâncias do crime e da intervenção policial. A ocorrência reacende o debate sobre o cumprimento de medidas protetivas e os riscos enfrentados por vítimas de violência doméstica. As autoridades não divulgaram novos detalhes até o momento.
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