O orçamento das famílias cuiabanas sofreu um duro golpe nesta semana. Segundo o Boletim Semanal da Cesta Básica, divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a lista de produtos essenciais atingiu a média de R$ 826,06 — o valor mais alto registrado em 2026.
O principal responsável por esse aumento foi o tomate, que registrou uma alta impressionante de 52,72%. O fruto, que custava em média R$ 6,04/kg no início de março, saltou para R$ 9,22/kg.
Além do tomate, outros itens fundamentais na mesa do mato-grossense apresentaram variações positivas significativas:
- Tomate (+52,72%): Alta causada pelo fim da safra e excesso de chuvas, que reduziram a oferta.
- Batata (+2,40%): O quilo atingiu R$ 4,64. As chuvas nas regiões produtoras dificultaram a colheita.
- Leite (+2,40%): Custando em média R$ 6,15 por litro, refletindo a menor coleta nas fazendas e custos elevados de manutenção do rebanho.
Por que os preços subiram tanto?
Segundo Wenceslau Júnior, presidente da Fecomércio-MT, o movimento reflete pressões sazonais.
“O aumento reflete pressões pontuais de oferta, especialmente em hortifrutigranjeiros, que são muito sensíveis ao clima e ao ciclo produtivo”, explicou.
Apesar do salto semanal, o IPF-MT avalia que a inflação anual da cesta (2,60% em relação a 2025) ainda é considerada moderada, indicando que a alta atual é um movimento pontual de entressafra e fatores climáticos, e não uma inflação generalizada.
Fique atento: em comparação ao mesmo período de 2025, o leite ainda está 12,87% mais barato, oferecendo um pequeno alívio em meio às altas do setor de hortifrúti.
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