Alerta em Cuiabá: Criminosos usam nomes de lojas famosas para aplicar golpes no WhatsApp

Empresários do setor de materiais de construção denunciam uso indevido de logotipos e fotos reais para enganar consumidores com falsas ofertas e pagamentos antecipados.

O comércio de Cuiabá enfrenta uma onda de fraudes sofisticadas que mira o bolso do consumidor e a imagem de empresas tradicionais. Criminosos estão criando perfis falsos no WhatsApp, utilizando identidade visual completa de lojas conhecidas para vender produtos que nunca serão entregues.

A fraude geralmente é descoberta da pior forma: quando o cliente chega à loja física para retirar o material e percebe que o pagamento via PIX foi feito para uma conta de terceiros. O prejuízo financeiro é acompanhado por um desgaste enorme na credibilidade do setor varejista da capital.

De acordo com o presidente da FCDL Mato Grosso, David Pintor, a entidade já acompanha os relatos e orienta que a população redobre o cuidado com anúncios em buscadores e redes sociais. As notícias de Cuiabá reforçam que o golpe utiliza dados reais das empresas para dar veracidade à negociação criminosa.

Como funciona o golpe dos materiais de construção

Os golpistas investem em anúncios no Google e redes sociais para atrair quem busca por reformas. Ao iniciar o contato, o atendimento simula a agilidade de uma loja oficial, enviando orçamentos formais e fotos de depósitos reais. A armadilha final ocorre na exigência de pagamento antecipado para “garantir o preço promocional”.

A FCDL alerta que os empresários também são vítimas, pois muitas vezes só tomam conhecimento do crime quando os consumidores aparecem nos estabelecimentos para reclamar. A entidade reforça que é fundamental desconfiar de ofertas mirabolantes e preços muito abaixo da média de mercado.

Orientações vitais: Como não cair no prejuízo

Para evitar que mais pessoas percam dinheiro, a Federação das CDLs de Mato Grosso elencou medidas de segurança indispensáveis antes de qualquer transferência financeira. A regra número um é confirmar a conta de destino: o pagamento deve ser sempre em nome da Razão Social da empresa (CNPJ), nunca para CPFs de terceiros.

Além disso, o consumidor deve buscar os canais oficiais verificados e, se possível, efetuar uma ligação telefônica para o número fixo da loja antes de fechar o pedido via WhatsApp. A solicitação de um orçamento formal com papel timbrado e dados da empresa ajuda a validar a autenticidade da conversa.

  • Confirmar se o número de contato é realmente oficial da empresa;
  • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
  • Verificar se o pagamento está sendo feito em nome da empresa;
  • Procurar canais oficiais, como sites e redes sociais verificados;
  • Entrar em contato diretamente com a loja antes de efetuar transferências ou PIX;
  • Solicitar orçamento formal e confirmação do pedido.

O que fazer se você for vítima

Caso a transferência já tenha sido realizada, a orientação é registrar um boletim de ocorrência imediatamente e entrar em contato com o banco para tentar o bloqueio do valor via MED (Mecanismo Especial de Devolução). A rapidez na denúncia é o fator determinante para a recuperação do dinheiro.

O monitoramento da FCDL segue ativo, dialogando com autoridades de segurança pública para rastrear as contas utilizadas pelos fraudadores e proteger a integridade do comércio mato-grossense.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.