Crise financeira no Hospital de Câncer de Mato Grosso: Atrasos em repasses ameaçam atendimento oncológico

Atrasos nos repasses estaduais preocupam e podem afetar atendimento a pacientes do SUS e cirurgias oncológicas pendentes.

O deputado de Mato Grosso Lúdio Cabral levou à Assembleia Legislativa uma grave denúncia sobre a situação financeira do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT). Segundo o parlamentar, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) acumula atrasos significativos que já impactam o pagamento de honorários médicos e a manutenção de insumos básicos. Até o dia 11 de março de 2026, nenhum repasse referente ao ano vigente havia sido efetuado pela pasta.

O contrato, firmado em 2024, previa fluidez nos pagamentos, mas os dados apresentados revelam que mais de R$ 13 milhões em serviços já prestados estão retidos. Para estabilizar a unidade, a proposta é que o governo estadual adote um modelo de repasse mensal pré-fixado de R$ 5,8 milhões, deixando eventuais ajustes contratuais para um segundo momento, priorizando assim a continuidade do serviço.

A instabilidade financeira reflete diretamente na capacidade operacional do hospital. Atualmente, 483 pacientes aguardam o agendamento de cirurgias oncológicas, mesmo com procedimentos já autorizados pela Central de Regulação. O parlamentar solicitou a lista nominal desses pacientes para monitorar os casos individualmente e cobrar celeridade.

A demora no atendimento é um ponto crítico, pois, na oncologia, o tempo é o fator determinante para o sucesso terapêutico. Especialistas alertam que cada dia de atraso na realização de cirurgias ou no início da quimioterapia/radioterapia reduz as chances de recuperação e agrava o quadro clínico dos pacientes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS).

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