Polícia Civil descobre arsenal de uso restrito e prende homem de 57 anos em fazenda de Confresa

Polícia Civil prendeu um homem de 57 anos e apreendeu armas e munições em Confresa (MT) durante diligência ligada à violência doméstica investigação policial.

Uma investigação focada no combate à violência de gênero resultou na descoberta de um arsenal clandestino ocultado no interior do estado. A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso prendeu em flagrante um homem de 57 anos e apreendeu armas de fogo, cartuchos de diversos calibres e um kit completo para recarga de cartuchos. A ação foi deflagrada em uma propriedade rural situada no município de Confresa, na região do Norte Araguaia.

A ocorrência foi planejada e executada por agentes do Núcleo de Proteção à Mulher da Delegacia Municipal. Os policiais deslocaram-se até a localidade após o recebimento de denúncias formais relacionadas a crimes enquadrados na Lei Maria da Penha. Diante dos relatos da vítima sobre o comportamento agressivo do companheiro e a suposta existência de armamento pesado na fazenda, a equipe deu início às diligências investigativas.

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Núcleo de Proteção à Mulher localiza armas artesanais e cartuchos de uso restrito

Ao chegarem na sede da propriedade rural, os investigadores localizaram o suspeito e o questionaram sobre o teor das acusações de violência e a posse dos dispositivos de disparo. O homem acabou confessando a existência do material e indicou o ponto exato onde mantinha o arsenal escondido. No perímetro vistoriado, a equipe policial apreendeu uma espingarda convencional, uma arma de fogo de fabricação artesanal e uma quantidade expressiva de munições, incluindo projéteis classificados de uso restrito pelas forças de segurança.

Além dos dispositivos prontos para disparo, os agentes recolheram potes de pólvora, quilos de chumbo, espoletas e apetrechos industriais utilizados na recarga manual de cartuchos. Todo o material bélico foi recolhido das dependências da fazenda e encaminhado para a unidade policial. O indivíduo recebeu voz de prisão, foi conduzido à delegacia de Confresa e autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de munição de uso restrito.

Os itens apreendidos pelas equipes operacionais na área rural de Confresa integram:

  • Armamento Longo: Uma espingarda e um dispositivo de disparo montado de forma artesanal;
  • Munições Diversas: Cartuchos intactos e deflagrados de calibres permitidos e de uso restrito;
  • Insumos de Recarga: Recipientes com pólvora negra, espoletas metálicas e esferas de chumbo;
  • Encaminhamento Técnico: Encaminhamento de todo o material para perícia balística na Politec.

Homem de 57 anos acaba autuado em flagrante e permanece à disposição da Justiça

De acordo com a coordenação do Núcleo de Proteção à Mulher, a retirada desse armamento de circulação é uma medida crucial para garantir a integridade física da vítima e interromper ciclos violentos que muitas vezes culminam em crimes de feminicídio no campo. O suspeito permaneceu detido na carceragem local, aguardando a realização da audiência de custódia perante o Poder Judiciário.

O caso segue sob investigação sob a presidência da Delegacia de Confresa. Os investigadores buscam agora descobrir a origem dos cartuchos de uso restrito e apurar se o suspeito utilizava as armas artesanais para a prática de caça ilegal na Amazônia Legal ou se realizava o comércio clandestino de recarga de cartuchos para outros moradores e fazendeiros da Região Norte Araguaia.

Balanço da Ocorrência Rural Dados e Tipificação em Confresa (2026)
Origem da Intervenção Diligências de violência doméstica e familiar
Idade do Suspeito Preso 57 anos (Autuado em flagrante)
Material Bélico Localizado Espingardas, munição restrita e insumos de recarga
Unidade Condutora Núcleo de Proteção à Mulher (PJC-MT)

A localização de um arsenal de uso restrito durante uma averiguação de violência doméstica em Confresa acende um alerta vermelho sobre a gravidade do perigo oculto enfrentado por mulheres em propriedades rurais isoladas de Mato Grosso, evidenciando que a presença de armas de fogo sem registro potencializa o risco de tragédias familiares, embora a atuação rápida do Núcleo de Proteção à Mulher tenha conseguido desarmar o agressor antes de um desfecho fatal. Você considera que as penas previstas na Lei Maria da Penha deveriam ser automaticamente agravadas e sem direito a fiança quando o agressor for flagrado com armas irregulares ou de uso restrito na residência, ou acredita que o foco principal deve ser a ampliação de patrulhas rurais e o fornecimento de botões do pânico monitorados por satélite para as mulheres que vivem no interior do estado? Deixe seu comentário e participe do debate.

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