O assassinato brutal da adolescente Estefane Pereira Soares, de 17 anos, em Cuiabá, gerou uma forte onda de revolta e reacendeu o debate sobre o sistema penal brasileiro. A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, manifestou-se publicamente nesta quinta-feira (12), classificando o episódio como um dos crimes mais cruéis que já presenciou.
A jovem, que estava desaparecida desde a noite de terça-feira (10), foi encontrada sem vida em uma área de mata no bairro Três Barras. O principal suspeito é o seu próprio irmão, Marcos Pereira Soares, preso em flagrante. O caso choca não apenas pelo parentesco, mas pelo histórico criminal do acusado, que já teria tirado a vida de uma tia e de um vizinho em anos anteriores.
“Como alguém assim estava solto?”
A principal crítica de Virginia Mendes recai sobre a legislação que permitiu que um indivíduo com histórico de dois homicídios e violência doméstica estivesse em liberdade. “É impossível não sentir revolta. O que mais choca é saber que o suspeito já tinha histórico de homicídios. Isso precisa ser questionado com muita seriedade”, afirmou a primeira-dama.
De acordo com os registros familiares:
- 2018: Suspeito teria assassinado a própria tia.
- 2019: Cometeu o homicídio de um vizinho.
- Histórico: Registros anteriores de violência doméstica.
Defesa de Punições Severas
Diante da gravidade do ocorrido, Virginia Mendes defendeu uma mudança drástica na forma como o Estado pune crimes de barbárie. Para ela, a reincidência em crimes violentos contra a própria família demonstra um risco inaceitável para a sociedade.
“Precisamos discutir inclusive a prisão perpétua para criminosos que cometem barbáries como essa. Se fez isso com alguém da própria família, o que poderia fazer com outras pessoas?”
Crise de Valores e Solidariedade
Além do campo jurídico, a primeira-dama refletiu sobre a crise social e a ausência de valores morais. Ela destacou que crimes dessa magnitude são reflexo da falta de empatia e respeito pela vida humana, enviando suas orações e solidariedade à família enlutada, que agora enfrenta a dor da perda e a traição de um de seus membros.
Justiça por Estefane
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A sociedade cuiabana acompanha o desdobramento do inquérito, esperando que o rigor da lei seja aplicado para evitar que novas tragédias envolvendo criminosos reincidentes voltem a acontecer.
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