O mercado de trabalho formal em Mato Grosso registrou a criação de 1.069 empregos com carteira assinada, impulsionado pelo dinamismo do setor de serviços e pelo protagonismo das mulheres nas contratações.
Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e apontam que quatro dos cinco principais segmentos econômicos do estado encerraram o período com saldo positivo.
A expansão da empregabilidade celetista concentrou-se majoritariamente em áreas urbanas e polos agroindustriais regionais, compensando as baixas sazonais características de outras cadeias produtivas no período.
Serviços lideram frentes de contratação em Mato Grosso
O balanço estatístico detalha que a atividade econômica urbana foi o principal motor de geração de postos de trabalho no estado. A variação líquida entre contratações e demissões por grandes grupos de atividades apresentou o seguinte comportamento:
-
Serviços: +1.368 vagas
-
Comércio: +493 vagas
-
Indústria: +422 vagas
-
Construção: +345 vagas
-
Agropecuária: -1.559 vagas
A retração observada na agropecuária reflete a entressafra e a sazonalidade natural do ciclo no campo, um movimento recorrente que diminui temporariamente a demanda por mão de obra no interior mato-grossense.
Perfil demográfico e municípios em destaque
O levantamento do Novo Caged revelou um dado singular no recorte demográfico: as mulheres responderam por todo o saldo positivo de empregos formais gerados em Mato Grosso. Enquanto o saldo entre os homens permaneceu estável, as trabalhadoras ocuparam as 1.069 novas vagas celetistas. Adicionalmente, o mercado absorveu prioritariamente jovens de 18 a 24 anos (saldo de 1.330 oportunidades) e profissionais com ensino médio completo (1.381 postos).
No âmbito municipal, a liderança na geração de empregos formais ficou com a capital, Cuiabá, que registrou um saldo de 530 vagas. Na sequência aparecem os municípios de Lucas do Rio Verde, com 452 novos postos; Várzea Grande, com 450; Sorriso, com 394; e Sinop, com 217 novas oportunidades de trabalho.
Panorama nacional e remuneração
Em âmbito federal, o Brasil registrou a abertura de 72.960 empregos com carteira assinada, resultado de 2,20 milhões de admissões frente a 2,13 milhões de desligamentos. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o estoque nacional cresceu em 767.326 postos formais.
O setor de serviços também liderou nacionalmente, respondendo por 45.655 novas vagas. Entre as unidades da Federação, 22 dos 27 estados registraram saldos positivos, liderados por São Paulo (+18.224), Espírito Santo (+9.532) e Rio de Janeiro (+9.195). O salário médio real de admissão no país fixou-se em R$ 2.384,10, mostrando um ganho real de 1,5% acima da inflação na comparação anual.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.