Caça ao celular despenca em Mato Grosso: estado corta roubos em 20% e vira destaque nacional na repressão a crimes no celular

Relatório do Fórum de Segurança aponta queda de quase 2 mil aparelhos subtraídos em um ano, colocando Mato Grosso no pódio das maiores reduções do país.

Mato Grosso figura entre os estados brasileiros que mais conseguiram reprimir a subtração de telefones móveis nos últimos meses. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que o estado teve uma redução de 20,6% nos registros de roubos e furtos de celulares na comparação entre 2024 e 2025.

Em números absolutos, o recuo significa 1.957 aparelhos a menos retirados de circulação de forma criminosa: Mato Grosso contabilizou 10.096 ocorrências em 2024 (19ª posição nacional), caindo para 8.139 casos no ano passado e passando a ocupar o 20º lugar no ranking de volume de registros.

O desempenho de Mato Grosso foi o segundo melhor de todo o país no indicador de retração, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte.

Destaques nacionais e mudança no perfil dos crimes

O levantamento revela uma tendência generalizada de queda em 25 das 27 Unidades da Federação, resultando em um recuo nacional de 8,7% nas subtrações de aparelhos — que caíram de 909,7 mil para 830,8 mil em todo o Brasil.

Ranking das maiores reduções percentuais (2024-2025):

  1. Rio Grande do Norte: -22,1%

  2. Mato Grosso: -20,6%

  3. Goiás: -19,6%

  4. Amazonas: -19,2%

  5. Espírito Santo: -18,2%

Na contramão da média nacional, apenas dois estados registraram alta expressiva nas ocorrências: a Paraíba (+21,1%) e o Rio de Janeiro (+22,7%). O salto em solo fluminense fez o estado subir duas posições no ranking absoluto, saltando de 58,8 mil casos em 2024 para 72,1 mil em 2025 e assumindo a vice-liderança nacional.

São Paulo manteve o topo absoluto de ocorrências do país nas duas medições, apesar do recuo: somou 287,9 mil registros em 2024 e fechou 2025 com 268,1 mil casos.

“Em todo o Brasil, os furtos passaram a superar os roubos com uso de violência. A mudança na estratégia dos criminosos reforça a conexão direta entre a subtração rápida do aparelho e o foco no acesso a aplicativos bancários e fraudes digitais”, destaca o relatório do Fórum.

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