Apoio e Proteção: Condutas Institucionais contra a Importunação Sexual em Mato Grosso

Assembleia acompanha denúncia, presta apoio à servidora e exige providências da Polícia Militar.

A denúncia de importunação sexual envolvendo um oficial da Polícia Militar e uma servidora pública motivou um posicionamento oficial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Mesmo com o episódio tendo ocorrido fora das dependências do Parlamento, a instituição manifestou repúdio ao fato, reforçando que condutas que ferem a integridade e a dignidade das mulheres são inaceitáveis e não devem ser relativizadas sob qualquer pretexto.

O caso reforça a necessidade de vigilância constante sobre a conduta de agentes públicos, independentemente do local onde os atos ocorram.

A servidora recebeu suporte imediato da instituição, que ofereceu acolhimento e orientações sobre os procedimentos legais cabíveis. Como parte das medidas adotadas, a presidência formalizou uma cobrança junto ao comando da Polícia Militar para que os fatos sejam apurados com rigor e transparência.

O objetivo é garantir que o processo investigativo siga os trâmites adequados e que a responsabilidade administrativa e criminal seja estabelecida conforme a legislação vigente, assegurando que o prestígio do cargo não sirva de escudo para práticas abusivas.

Casos dessa natureza possuem impacto direto na segurança do ambiente de trabalho e na confiança das servidoras nas instituições. Ao tratar o episódio com tolerância zero, busca-se fortalecer as políticas de prevenção à violência e assegurar que o respeito e a proteção à mulher sejam princípios inegociáveis.

A atuação conjunta entre os órgãos de controle e as forças de segurança é considerada essencial para evitar a impunidade e promover uma cultura de responsabilidade coletiva dentro do serviço público mato-grossense.

No Brasil, a Lei 13.718/2018 tornou a importunação sexual um crime que pode resultar em penas de um a cinco anos de reclusão. Em Mato Grosso, vítimas de condutas abusivas ou de desrespeito à dignidade sexual podem buscar auxílio pelos canais oficiais de denúncia, como o Disque 197 da Polícia Civil, o WhatsApp (65) 9 9991-1197 ou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. O sigilo e o acolhimento são garantidos para que o direito à justiça seja exercido com segurança e sem exposição da vítima.

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