O abate de bovinos em Mato Grosso alcançou 641.039 cabeças em janeiro de 2026, o maior número registrado para o mês na série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Indea-MT. Do total, 330.486 eram machos e 310.553 fêmeas, resultando em uma participação feminina de 48,45%.
Na distribuição regional, a macrorregião oeste concentrou o maior volume de abates, com 129.588 cabeças, seguida pelo centro-sul (117.073) e sudeste (93.063). As demais regiões registraram: norte (87.440), médio-norte (74.961), nordeste (69.629) e noroeste (69.285).
Segundo Ana Eufrázio, analista de bovinocultura do Imea, o resultado de janeiro combina a sazonalidade típica do início do ano, quando a indústria recebe maior fluxo de animais, com aumento da oferta para abate, principalmente de fêmeas prontas. “O aumento mensal do abate, estimado em torno de 5% frente a dezembro, foi puxado pelo fluxo de fêmeas para o gancho, elevando a participação desses animais”, explicou.
O relatório detalha que as fêmeas somaram cerca de 310 mil cabeças em janeiro, com alta de 21% em relação a dezembro, enquanto os machos tiveram queda de 6%. Esse movimento resultou em um avanço de 6,35 pontos percentuais na participação feminina no total abatido.
Em termos de idade, predominam animais com menos de 24 meses (45%), seguidos pelos de 24 a 36 meses (34%) e acima de 36 meses (21%). Historicamente, o estado mantém níveis elevados de abate, com 7,36 milhões de cabeças em 2024 e 7,46 milhões em 2025.
O Imea projeta que o ritmo de abate deve desacelerar em fevereiro, devido a um calendário mais curto e ao impacto do Carnaval nas operações de frigoríficos e transporte de animais. A expectativa é de ajuste tanto no abate de machos quanto de fêmeas, mantendo o acompanhamento próximo dos frigoríficos e pecuaristas.
Fonte: Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e Indea-MT.
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