Copa do Mundo 2026 vira ‘cemitério de técnicos’ e já derruba nove treinadores

Se dentro das quatro linhas a Copa do Mundo de 2026 segue definindo os classificados às fases decisivas, fora delas outro campeonato chama atenção: o das trocas de treinadores. Antes mesmo do encerramento do torneio, nove técnicos já deixaram seus cargos entre demissões, pedidos de saída e encerramentos antecipados de contrato.

O número transforma esta edição do Mundial em uma das mais turbulentas para os comandantes das seleções. A cada eliminação, aumenta a pressão sobre dirigentes e comissões técnicas, que têm recorrido a mudanças imediatas como resposta aos resultados negativos.

O caso mais recente foi o do alemão Julian Nagelsmann, que deixou o comando da Alemanha após a eliminação da equipe no mata-mata. A saída ampliou uma lista que reúne treinadores experientes e nomes de destaque do futebol internacional.

Tunísia protagonizou a situação mais inusitada da Copa

A primeira mudança aconteceu logo nos primeiros dias do Mundial. Após sofrer uma goleada por 5 a 1 para a Suécia, a Tunísia decidiu demitir o francês Sabri Lamouchi.

Na tentativa de reagir rapidamente, a federação contratou Hervé Renard ainda durante a disputa da competição. A aposta, porém, não deu resultado.

A seleção perdeu os compromissos seguintes, foi eliminada ainda na fase de grupos e o novo treinador também acabou deixando o cargo poucos dias depois, tornando a Tunísia a única seleção a trocar de técnico duas vezes durante a mesma Copa.

Eliminações na fase de grupos aceleraram mudanças

Com o encerramento da primeira fase, a pressão aumentou sobre diversas seleções tradicionais.

Na Coreia do Sul, Hong Myung-bo entregou o cargo após a eliminação e diante das críticas recebidas durante o torneio.

Na República Tcheca, Miroslav Koubek também deixou o comando depois de uma campanha sem vitórias.

Steve Clarke encerrou seu ciclo na Escócia após a derrota para o Brasil confirmar a eliminação da equipe.

Outro nome de peso que deixou a Copa sem permanecer no cargo foi Marcelo Bielsa. O treinador argentino optou por deixar a seleção uruguaia após uma campanha abaixo das expectativas, marcada por dois empates e eliminação precoce.

Mata-mata também aumentou a pressão

Nem mesmo as seleções que avançaram à fase eliminatória escaparam da pressão.

Ronald Koeman deixou o comando da Holanda depois da eliminação diante do Marrocos nas cobranças de pênaltis.

No Equador, Sebastián Beccacece encerrou sua passagem pela seleção após o término do contrato, logo depois da derrota para o México.

A Alemanha completou a lista mais recente com a saída de Julian Nagelsmann após a eliminação diante do Paraguai.

Treinadores vivem pressão cada vez maior no futebol mundial

As mudanças refletem uma tendência observada nas principais competições internacionais. Com investimentos elevados, grande exposição nas redes sociais e expectativa crescente por resultados imediatos, o tempo para recuperação durante grandes torneios tornou-se praticamente inexistente.

Em muitos casos, eliminações precoces acabam encerrando ciclos iniciados anos antes da Copa do Mundo, independentemente do trabalho desenvolvido durante o período de preparação.

Para diversas federações, a troca de comando representa o primeiro passo na reformulação visando o próximo ciclo mundial e as competições continentais.

Veja os técnicos que deixaram suas seleções durante a Copa

  • Sabri Lamouchi (Tunísia) – demitido após a estreia.
  • Hervé Renard (Tunísia) – deixou o cargo após a eliminação.
  • Hong Myung-bo (Coreia do Sul) – pediu demissão.
  • Miroslav Koubek (República Tcheca) – deixou o comando após a fase de grupos.
  • Steve Clarke (Escócia) – pediu demissão.
  • Marcelo Bielsa (Uruguai) – encerrou seu ciclo após a eliminação.
  • Ronald Koeman (Holanda) – deixou a seleção após o mata-mata.
  • Sebastián Beccacece (Equador) – saiu após o encerramento do contrato.
  • Julian Nagelsmann (Alemanha) – deixou o comando após a eliminação.

Com as quartas de final e as fases decisivas ainda pela frente, a expectativa é de que novas mudanças possam ocorrer nas próximas semanas, especialmente entre seleções que chegaram ao Mundial como favoritas e não corresponderam às expectativas. A Copa de 2026 já entra para a história não apenas pelos resultados dentro de campo, mas também pelo número incomum de treinadores que perderam seus cargos durante a competição.

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