Fim de uma era: Neymar se despede da Seleção após recordes, lesões e frustrações em Copas

Eliminação diante da Noruega encerra um ciclo iniciado em 2010, marcado por recordes individuais, poucas conquistas coletivas e sucessivas frustrações em Copas do Mundo.

A derrota da Seleção Brasileira para a Noruega por 2 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, representou mais do que uma eliminação precoce. O resultado marcou o encerramento de um dos capítulos mais emblemáticos do futebol brasileiro nas últimas décadas: a trajetória de Neymar com a camisa da Seleção.

Após 16 anos defendendo o Brasil, o camisa 10 deixa um legado que mistura feitos históricos, enorme protagonismo, lesões decisivas e um objetivo que nunca foi alcançado: conquistar a Copa do Mundo.

O último ato aconteceu em Nova Jersey. Já nos acréscimos da partida, Neymar converteu um pênalti, diminuindo o placar para 2 a 1. O gol, porém, não foi suficiente para evitar a eliminação brasileira nem mudar o destino daquela que tende a ser sua despedida dos Mundiais.

Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira

Se coletivamente os resultados ficaram abaixo das expectativas, individualmente Neymar encerra sua passagem como um dos maiores jogadores da história da Seleção.

O atacante soma 80 gols em 129 partidas, tornando-se o maior artilheiro da história da equipe principal brasileira em números oficiais.

Além disso, entrou para um grupo extremamente restrito ao marcar gols em quatro edições diferentes da Copa do Mundo, feito alcançado anteriormente apenas por Pelé entre os jogadores brasileiros.

Desde sua estreia em 2010, Neymar assumiu naturalmente o protagonismo da equipe nacional, vestindo a camisa 10 durante boa parte da última década e meia.

Quatro Copas e um sonho que ficou pelo caminho

O atacante disputou quatro Copas do Mundo consecutivas: 2014, 2018, 2022 e 2026.

Em nenhuma delas conseguiu conduzir o Brasil ao tão esperado hexacampeonato.

Na Copa realizada em território brasileiro, em 2014, sofreu uma grave lesão nas quartas de final após uma entrada do colombiano Camilo Zúñiga. Fora da semifinal, assistiu à histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha.

Quatro anos depois, na Rússia, voltou a conviver com limitações físicas em razão de problemas no tornozelo, que também afetavam sua sequência nos clubes.

No Catar, em 2022, uma nova lesão no tornozelo logo na estreia comprometeu sua participação. Apesar de retornar nas fases decisivas e marcar contra a Croácia, o Brasil acabou eliminado nos pênaltis.

Já em 2026, Neymar chegou ao Mundial ainda em recuperação de uma lesão muscular na panturrilha direita. Atuou poucos minutos durante a fase de grupos e entrou no mata-mata sem ritmo de jogo, encerrando sua última Copa de forma discreta.

Títulos ficaram abaixo da expectativa

Mesmo sendo protagonista de uma geração extremamente talentosa, Neymar conquistou poucos títulos pela Seleção principal.

O principal deles foi a Copa das Confederações de 2013, quando o Brasil derrotou a Espanha na decisão e apresentou um futebol que alimentou grandes expectativas para o Mundial do ano seguinte.

Outro momento marcante veio nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, quando liderou a conquista da inédita medalha de ouro olímpica para o futebol brasileiro.

Depois disso, porém, a Seleção acumulou eliminações nas fases decisivas das principais competições internacionais.

Lesões acompanharam a reta final da carreira

Se dentro da Seleção as contusões marcaram praticamente todas as Copas disputadas, nos clubes a situação não foi diferente.

Desde sua transferência para o Paris Saint-Germain, em 2017, Neymar passou a enfrentar uma sequência de problemas físicos que reduziram sua regularidade em campo.

Em 2023, sofreu uma ruptura dos ligamentos do joelho esquerdo, considerada a lesão mais grave de sua carreira, permanecendo afastado por mais de um ano.

O longo período de recuperação impactou diretamente sua preparação para a Copa de 2026.

Qual será o futuro de Neymar?

Ainda não existe uma definição oficial sobre os próximos passos do atacante.

Nos bastidores do futebol, surgem especulações sobre uma possível transferência para um mercado de menor pressão ou até mesmo sobre uma aposentadoria antecipada.

Independentemente da decisão, a eliminação para a Noruega simboliza o encerramento de um ciclo iniciado em 2010, quando Neymar despontava como a principal esperança da renovação do futebol brasileiro.

O Brasil inicia um novo ciclo

Com a saída de cena daquele que foi o principal protagonista da Seleção por mais de uma década, o futebol brasileiro inicia uma nova etapa.

A renovação do elenco passa a ser uma prioridade pensando no próximo ciclo mundialista, enquanto uma nova geração tentará conduzir o país novamente ao topo do futebol mundial.

Neymar deixa a Seleção com recordes expressivos, momentos inesquecíveis e enorme influência sobre uma geração inteira de torcedores. Ao mesmo tempo, encerra sua trajetória carregando a ausência do título mais desejado por qualquer jogador brasileiro: a Copa do Mundo.

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