A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012.
O resultado representa queda em relação ao trimestre móvel anterior, quando o indicador estava em 5,8%, e também melhora na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando havia alcançado 6,2%.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (26) e apontam ainda que o país contabilizou 6,1 milhões de pessoas desocupadas. O número permanece relativamente estável frente ao trimestre anterior, mas registra queda de 9,3% em relação ao ano passado.
Segundo o levantamento, a população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas, com alta de 0,5% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, o que representa a entrada de aproximadamente 558 mil trabalhadores no mercado.
Rendimento e ocupação
O rendimento médio real dos trabalhadores foi de R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio. O valor apresenta estabilidade em relação ao trimestre anterior e crescimento de 4% na comparação anual.
De acordo com o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,3%, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores. O índice é ligeiramente inferior ao registrado no ano anterior, quando estava em 37,8%.
Contribuição previdenciária
O levantamento também mostra que 66,6% dos ocupados contribuíam para a previdência social, somando 68,4 milhões de pessoas. O dado inclui trabalhadores com carteira assinada, empregadores, domésticos e autônomos que realizam contribuição.
Mesmo trabalhadores informais podem contribuir individualmente ao sistema previdenciário, garantindo acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio em caso de incapacidade.
Panorama do mercado
Para o analista da pesquisa, William Kratochwill, o resultado indica um cenário de aquecimento contínuo do mercado de trabalho, com expansão na capacidade de absorção de mão de obra.
O IBGE destaca ainda que a taxa de desemprego já chegou a 14,9% em momentos críticos da pandemia de Covid-19, enquanto a mínima histórica da série foi de 5,1% no último trimestre de 2025.
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