Um levantamento realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis e pela Ipsos-Ipec mostra que 71% das mulheres entrevistadas já sofreram algum tipo de assédio moral ou sexual. A pesquisa, intitulada Viver nas Cidades: Mulheres, foi divulgada nesta quinta-feira (5) e ouviu 3,5 mil pessoas em dez capitais brasileiras, incluindo Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
De acordo com Patrícia Pavanelli, diretora de Opinião Pública e Política da Ipsos-Ipec, a insegurança é uma constante na vida das mulheres. Ela destacou que o assédio em espaços públicos e no transporte limita a liberdade e o direito das mulheres à cidade.
Locais mais afetados
Ruas, praças, parques e praias lideram a lista de locais de assédio, citados por 54% das mulheres. O transporte público aparece em seguida, com 50%, e o ambiente de trabalho é mencionado por 36%. Outros espaços como bares e casas noturnas são citados por 32%, ambiente familiar por 26%, e transporte particular, como táxis e aplicativos, por 19%.
Uma parcela de 5% das mulheres relatou já ter sofrido assédio em todos os seis ambientes avaliados, o que representa um número significativo considerando que essas capitais concentram 33 milhões de habitantes.
Proporção persistente
Embora o índice tenha diminuído em relação a 2014, quando 74% das mulheres relataram assédio, as entidades responsáveis pelo estudo destacam que a proporção permanece elevada e consistente entre as dez cidades pesquisadas.
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