Gastos de campanha ao Governo de Mato Grosso superam R$ 8,7 milhões; Wellington lidera despesas, Natasha aparece em segundo

Prestação de contas revela estratégias diferentes entre os principais candidatos ao Palácio Paiaguás; publicidade, programas de TV, redes sociais e equipes jurídicas concentram a maior parte dos investimentos eleitorais.

A disputa pelo comando de Mato Grosso em 2026 já movimenta milhões de reais e evidencia as diferentes estratégias adotadas pelos candidatos ao Governo do Estado. Faltando pouco mais de 20 dias para o primeiro turno, os dados apresentados à Justiça Eleitoral mostram que os concorrentes já declararam gastos superiores a R$ 8,7 milhões, com destaque para investimentos em propaganda, produção audiovisual, impulsionamento digital e equipes técnicas.

O candidato do PL, Wellington Fagundes, lidera com folga o ranking das despesas eleitorais. Conforme os registros oficiais, sua campanha já consumiu R$ 4.305.700,84, valor que representa quase metade de tudo o que foi declarado pelos candidatos que já prestaram contas.

Em segundo lugar aparece Natasha Slhessarenko (PSD), com R$ 3.210.861,52 em despesas. Já o atual governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), informou gastos de R$ 1.238.774,07.

Os números oferecem um retrato de como os postulantes ao Palácio Paiaguás estão estruturando suas campanhas em uma eleição considerada uma das mais disputadas dos últimos anos em Mato Grosso.

Wellington Fagundes concentra recursos em equipe jurídica e comunicação

Entre todos os candidatos, Wellington Fagundes é quem apresenta a campanha mais robusta em termos financeiros até o momento.

O maior desembolso registrado foi destinado aos serviços advocatícios, que somam R$ 1,1 milhão. O valor representa cerca de 25,5% de todas as despesas declaradas pelo candidato.

Outro investimento expressivo foi na produção de programas de rádio, televisão e vídeos, que consumiu R$ 880 mil. Os serviços contábeis também ocupam posição de destaque, alcançando R$ 750 mil.

A estratégia de comunicação inclui ainda forte presença na publicidade tradicional. Foram destinados:

  • R$ 461.447 para adesivos;
  • R$ 459.918 para materiais impressos;
  • R$ 288 mil para impulsionamento de conteúdo nas plataformas digitais.

A campanha também registrou gastos com logística e segurança, incluindo locação de veículos, deslocamentos e ações de prevenção à violência política.

Natasha aposta em serviços terceirizados e presença na mídia

A candidata Natasha Slhessarenko aparece na segunda colocação do ranking financeiro, com mais de R$ 3,2 milhões declarados.

O principal gasto da campanha está concentrado em serviços prestados por terceiros, categoria que soma R$ 1.407.500 e corresponde a quase 44% de todas as despesas registradas.

A produção de conteúdo para rádio, televisão e internet representa outro investimento relevante, alcançando R$ 950 mil.

Entre os demais gastos destacados estão:

  • R$ 225 mil em impulsionamento digital;
  • R$ 225 mil em serviços contábeis;
  • R$ 140 mil em serviços advocatícios;
  • R$ 139.192 em materiais impressos;
  • R$ 53.840 em locação de veículos;
  • R$ 42 mil em despesas com pessoal.

Os números mostram uma campanha com forte foco em comunicação e estrutura operacional.

Pivetta tem campanha mais enxuta até o momento

Atual governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta apresenta despesas significativamente menores em comparação aos seus principais adversários.

Dos R$ 1.238.774,07 declarados, mais da metade foi direcionada à produção de programas de rádio, televisão e vídeo.

O detalhamento mostra:

  • R$ 700 mil em produção audiovisual;
  • R$ 358 mil em serviços prestados por terceiros;
  • R$ 100 mil em impulsionamento de conteúdo digital.

Outras despesas incluem locação de imóveis, produção de jingles, vinhetas, consumo de água e aluguel de equipamentos.

O cenário sugere uma estratégia inicial mais econômica, embora campanhas normalmente intensifiquem investimentos à medida que a votação se aproxima.

Candidatos menores apresentam movimentação reduzida

Entre os demais concorrentes ao Governo de Mato Grosso, os números são bastante modestos.

Rafael Millas (Missão) declarou apenas R$ 37,82 em despesas, praticamente relacionadas a taxas bancárias e administração de financiamento coletivo.

Já Maurício Coelho (Mobiliza) e Sargento Laudicério (Agir) ainda não haviam apresentado prestação de contas de despesas no levantamento mais recente.

Disputa entra em fase decisiva

Com a reta final da campanha se aproximando, a tendência é que os gastos eleitorais aumentem significativamente nas próximas semanas. Historicamente, o período mais próximo da votação concentra investimentos em propaganda eleitoral, mobilização de eleitores, viagens, eventos e ações digitais.

A prestação de contas parcial permite acompanhar como cada candidatura distribui seus recursos e quais áreas recebem prioridade estratégica na busca pelos votos dos mato-grossenses.

Ranking de gastos declarados ao Governo de Mato Grosso

  1. Wellington Fagundes (PL) – R$ 4.305.700,84
  2. Natasha Slhessarenko (PSD) – R$ 3.210.861,52
  3. Otaviano Pivetta (Republicanos) – R$ 1.238.774,07
  4. Rafael Millas (Missão) – R$ 37,82
  5. Maurício Coelho (Mobiliza) – sem despesas declaradas
  6. Sargento Laudicério (Agir) – sem despesas declaradas

A evolução desses números será acompanhada de perto até o primeiro turno, uma vez que o volume de recursos investidos costuma ser um dos principais indicadores da estrutura e da capacidade de mobilização das campanhas eleitorais em Mato Grosso.

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