A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou nesta quinta-feira (5) que realizará apurações administrativas rigorosas nas unidades policiais citadas na Operação Bazaar, que investigou um esquema de corrupção policial no estado.
A ação foi conduzida pelo Ministério Público de São Paulo em conjunto com a Polícia Federal e a Corregedoria Geral da Polícia Civil. Ao todo, 11 pessoas foram presas sob suspeita de integrar um grupo que oferecia proteção a uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, a rede criminosa é composta por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com experiência em ocultação de recursos ilícitos.
De acordo com o Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Civil fará correições extraordinárias nas unidades policiais envolvidas para investigar possíveis irregularidades e promover responsabilização disciplinar de servidores, caso sejam confirmadas infrações.
As diligências iniciais devem começar pelo 35º Distrito Policial, localizado no bairro do Jabaquara, na zona sul da capital paulista.
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que a Polícia Civil não tolera desvios de conduta. “A Polícia Civil de São Paulo não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades”, informou a pasta.
A Operação Bazaar cumpriu 25 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão e 6 mandados de intimação relacionados a medidas cautelares. As ordens foram direcionadas a integrantes da organização criminosa, além de advogados e policiais civis suspeitos de participação no esquema.
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