Projeto cria centros itinerantes para diagnóstico do autismo

Proposta na AL-MT busca levar triagem e orientação a regiões sem acesso a avaliações especializadas.

Como ampliar o acesso ao diagnóstico precoce? Um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa propõe levar serviços especializados até onde as famílias estão.

Proposta na AL-MT

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou o Projeto de Lei nº 17/2026, que institui o Programa Estadual de Centros de Diagnóstico Itinerante do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Mato Grosso. A iniciativa busca ampliar o acesso ao diagnóstico do autismo, sobretudo em áreas que não dispõem de estrutura para avaliações especializadas.

A proposta foi apresentada em sessão plenária no dia 14 e reforça a atuação do parlamentar na pauta. Segundo ele, o desafio atual é fazer com que as políticas públicas cheguem às famílias, reduzindo o diagnóstico tardio, um dos principais entraves no atendimento.

Como funcionarão os centros itinerantes

O projeto prevê unidades móveis de saúde com equipes multiprofissionais, formadas por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. Esses centros devem percorrer municípios do interior, comunidades rurais, distritos e áreas periféricas.

  • Triagem gratuita e avaliação diagnóstica
  • Orientação às famílias sobre direitos
  • Encaminhamento à rede do SUS
  • Ações educativas e de conscientização

As unidades poderão atuar em parceria com secretarias municipais de Saúde, Educação e Assistência Social, fortalecendo a atenção básica e a regionalização da saúde.

Impacto esperado

Hoje, muitas famílias enfrentam longas filas e deslocamentos para grandes centros, o que atrasa o início do acompanhamento terapêutico e compromete o desenvolvimento. Para o autor, o diagnóstico do autismo feito de forma precoce é determinante para inclusão, autonomia e melhores perspectivas.

Dados do Censo 2022 indicam que 41.247 pessoas declararam diagnóstico de TEA no estado. Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis e Sorriso concentram os maiores registros.

Ao levar o serviço até a ponta, o programa pretende reduzir desigualdades históricas e assegurar acolhimento às pessoas com transtorno do espectro autista, independentemente de onde vivam.

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