Milho fortalece economia de Mato Grosso e deve representar quase 26% do valor da produção agrícola em 2026

O milho segue ampliando sua importância para a economia de Mato Grosso e deve responder por aproximadamente um quarto de toda a riqueza gerada pela agricultura estadual em 2026. A nova estimativa do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que o Valor Bruto da Produção (VBP) do cereal poderá atingir R$ 42,27 bilhões no próximo ano, consolidando o grão como uma das principais forças do agronegócio mato-grossense.

O resultado representa crescimento de 7,94% em relação à projeção para 2025 e reforça o protagonismo do estado, que já lidera a produção nacional de milho. Conforme os números divulgados pelo instituto, o cereal deverá responder por 25,74% dos R$ 164,22 bilhões estimados para o Valor Bruto da Produção agrícola de Mato Grosso em 2026.

A expectativa positiva está diretamente ligada à projeção de uma safra recorde. O Imea estima que a produção de milho alcance 57,06 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume 2,92% superior ao registrado no ciclo anterior.

Safra recorde impulsiona projeções

De acordo com a análise do instituto, o avanço da produção é sustentado principalmente pela ampliação da área cultivada e pelos elevados rendimentos esperados nas lavouras mato-grossenses.

As condições climáticas observadas durante o desenvolvimento da cultura também contribuíram para o cenário favorável em grande parte das regiões produtoras do estado, elevando as perspectivas para a colheita.

Além do aumento da produção, outro fator que ajuda a impulsionar o Valor Bruto da Produção é a manutenção dos preços médios em patamares superiores aos registrados na safra anterior. Mesmo diante da expectativa de grande oferta, os valores continuam sustentando a rentabilidade do setor.

Segundo o Imea, a combinação entre produção crescente e preços mais elevados cria um ambiente favorável para o fortalecimento da cadeia produtiva do milho em Mato Grosso.

Mercado registra recuperação nos preços

Enquanto as projeções para a próxima safra seguem otimistas, o mercado disponível também apresentou sinais positivos nos últimos dias.

Dados do boletim semanal do Imea mostram que a cotação média do milho em Mato Grosso fechou a última semana em R$ 40,40 por saca. Na segunda-feira anterior, o cereal era negociado em média a R$ 39,91. Ao longo da semana, os preços avançaram gradualmente até atingir R$ 41,21 na sexta-feira.

O movimento acompanha a valorização observada em outros mercados. Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos do milho registraram alta de 3,26% em comparação com a semana anterior, encerrando o período com média de R$ 66,96 por saca.

No cenário internacional, os contratos negociados na Bolsa de Chicago também apresentaram valorização. O preço médio do milho subiu 1,02% na semana e fechou em US$ 4,41 por bushel, impulsionado pela maior demanda global pelo grão.

Frete para exportação fica mais barato

Outro indicador acompanhado pelo setor apresentou comportamento favorável aos produtores. O custo do transporte de grãos entre Sorriso, um dos principais polos produtores do estado, e o porto de Miritituba, no Pará, registrou queda.

Segundo o Imea, o valor do frete nesse corredor logístico recuou 5,45% em relação à semana anterior. A redução está associada à demanda aquecida das indústrias no mercado interno, que influencia a dinâmica de transporte e comercialização da produção.

A queda nos custos logísticos é observada com atenção pelo setor produtivo, já que o frete representa uma parcela importante das despesas de comercialização dos grãos produzidos em Mato Grosso.

Estado amplia protagonismo nacional

Com a perspectiva de safra recorde, valorização dos preços e participação crescente no Valor Bruto da Produção agrícola, o milho reforça sua posição estratégica na economia mato-grossense.

O desempenho do cereal também fortalece outros segmentos ligados ao agronegócio, como armazenagem, transporte, indústria de etanol de milho, produção de proteínas animais e exportações.

Caso as projeções se confirmem, Mato Grosso deverá consolidar ainda mais sua liderança nacional na produção do grão e ampliar sua contribuição para o abastecimento interno e para os mercados internacionais ao longo de 2026.

DISPONÍVEL
Alta Floresta
38,00
2,70
Alto Araguaia
42,30
0,71
Alto Garças
42,95
0,12
Campo Novo do Parecis
42,10
0,96
Campo Verde
44,10
1,85
Campos de Júlio
42,00
0,84
Canarana
41,30
1,47
Diamantino
43,50
1,64
Ipiranga do Norte
38,60
0,52
Lucas do Rio Verde
40,90
3,81
Mato Grosso
41,20
1,45
Matupá
39,00
2,63
Nova Mutum
40,60
2,01
Nova Ubiratã
38,80
0,39
Porto dos Gaúchos
37,00
0,82
Primavera do Leste
44,00
1,38
Querência
41,00
2,12
Rondonópolis
45,10
1,12
Sapezal
43,10
1,65
Sinop
40,15
0,12
Sorriso
41,35
1,35
Tangará da Serra
42,70
0,71
Vila Rica
40,00
1,14
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
33,21
3,93
Alto Araguaia
49,46
2,61
Campo Novo do Parecis
40,53
3,20
Campo Verde
44,18
2,95
Campos de Júlio
38,17
3,42
Canarana
41,24
3,17
Diamantino
40,22
3,24
Ipiranga do Norte
37,92
3,43
Lucas do Rio Verde
40,03
3,26
Mato Grosso
40,55
-0,63
Nova Mutum
39,30
3,30
Nova Ubiratã
38,18
3,41
Porto dos Gaúchos
51,08
2,53
Primavera do Leste
44,19
2,93
Querência
39,48
3,29
Rondonópolis
45,96
2,81
Sapezal
39,00
3,35
Sinop
37,85
3,44
Sorriso
39,10
3,34
Tangará da Serra
39,60
3,29
Vila Rica
47,11
2,75
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
500,73
0,00
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
295,12
-0,56
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
180,95
-4,04
Campo Novo do Parecis - Santos
507,50
0,00
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
415,07
-1,57
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
94,08
-3,40
Campo Verde - Santos
420,00
-2,33
Canarana - Alto Araguaia
180,00
-2,70
Canarana - Paranaguá
455,00
-0,27
Canarana - Santos
467,20
-0,85
Canarana - Uberlândia
293,75
2,62
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
458,32
-0,99
Diamantino - Rondonópolis
149,82
-5,70
Diamantino - Santos
473,75
-2,84
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
387,12
-0,06
Rondonópolis - Santos
396,80
-1,39
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
128,18
-5,92
Sorriso - Miritituba
303,75
-5,45
Sorriso - Paranaguá
491,39
-0,23
Sorriso - Rondonópolis
167,52
-6,34
Sorriso - Santos
510,00
-1,09
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
99,51
1,19
Mato Grosso
99,88
0,89
Médio-Norte
100,00
0,72
Nordeste
99,45
1,45
Noroeste
100,00
0,99
Norte
100,00
0,18
Oeste
100,00
0,88
Sudeste
100,00
1,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
50,92
3,00
Mato Grosso
51,41
4,11
Médio-Norte
52,32
3,66
Nordeste
52,13
3,74
Noroeste
49,14
0,23
Norte
50,11
3,48
Oeste
47,40
3,38
Sudeste
52,77
9,42
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,64
-3,23
Mato Grosso
42,48
-6,12
Médio-Norte
41,87
-5,99
Nordeste
42,37
-2,57
Noroeste
43,63
-1,74
Norte
43,75
-0,67
Oeste
40,10
-3,12
Sudeste
43,27
-10,37
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
41,90
-3,53
Mato Grosso
43,10
-0,96
Médio-Norte
42,53
-1,01
Nordeste
42,73
1,98
Noroeste
42,02
-1,42
Norte
42,60
-0,47
Oeste
41,00
-5,37
Sudeste
45,70
-0,84
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
126,95
6,03
Mato Grosso
128,64
6,95
Médio-Norte
135,19
7,63
Nordeste
122,04
6,28
Noroeste
129,05
6,56
Norte
126,13
7,50
Oeste
135,02
11,75
Sudeste
119,93
3,95
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.517.542,75
6,02
Mato Grosso
57.055.681,87
6,95
Médio-Norte
21.317.482,09
7,62
Nordeste
9.632.686,56
6,28
Noroeste
5.319.923,38
6,56
Norte
5.061.628,34
7,50
Oeste
4.202.490,08
11,75
Sudeste
8.003.928,67
3,95
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