O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou o Anuário da Cachaça 2026, publicação que reúne os principais indicadores da cadeia produtiva da bebida referentes ao ano de 2025. O documento apresenta um retrato atualizado do setor, com informações sobre estabelecimentos registrados, produtos, produção, geração de empregos e desempenho no mercado internacional.
Os dados mostram que o Brasil encerrou 2025 com 1.538 estabelecimentos elaboradores de cachaça registrados, distribuídos em 844 municípios. Minas Gerais segue como o principal polo produtor do país, concentrando 564 estabelecimentos, seguido por São Paulo, com 230, e Rio Grande do Sul, com 106.
O levantamento também aponta que o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) contabilizou 8.379 cachaças registradas. Mais uma vez, Minas Gerais lidera o ranking, com 2.922 produtos registrados, à frente de São Paulo, que possui 1.185 registros, e do Rio de Janeiro, com 635.
Em relação à produção, o anuário informa que foram declarados 234,4 milhões de litros de cachaça em 2025. Além da importância econômica da bebida, a cadeia produtiva também teve papel relevante na geração de empregos, com 6.232 postos de trabalho diretos ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar.
No mercado externo, a cachaça brasileira manteve presença em diversos países. As exportações alcançaram 7,95 milhões de litros, enviados para 76 destinos internacionais, movimentando US$ 17,07 milhões em receitas.
De acordo com o Ministério da Agricultura, o Anuário da Cachaça 2026 oferece uma base de informações para produtores, pesquisadores, instituições públicas e demais agentes do setor, contribuindo para o planejamento de políticas públicas, investimentos e estratégias de fortalecimento da cadeia produtiva de uma das bebidas mais tradicionais do Brasil.
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