Calor acima da média em agosto pressiona o clima em Mato Grosso e exige cautela no campo

Inmet prevê desvios de até 2°C nas regiões Norte e Noroeste, criando o cenário ideal para máquinas no campo, mas impondo desafios ao uso da água.

Agosto desponta em Mato Grosso reforçando o padrão da estação seca, porém sob o domínio de um bloqueio atmosférico que promete elevar ainda mais as temperaturas no interior do estado.

As projeções atualizadas pelo Inmet revelam que a chuva será escassa em quase toda a extensão territorial, poupando pontualmente apenas reduzidas faixas do Pantanal e da calha Noroeste.

O grande destaque do mês fica por conta do comportamento das temperaturas. O “Nortão” e a região Noroeste devem encarar os maiores desvios, com médias até 2°C mais quentes do que o registrado na série histórica de agosto. Nas demais regiões, o aquecimento atípico deve oscilar em até 1,5°C.

O panorama operacional para os produtores:

  1. Aproveitamento de janela: A ausência de precipitações garante pista livre para as máquinas na reta final do recolhimento do milho safrinha e das plumas de algodão, reduzindo o tempo de máquina parada.

  2. Pressão sobre o feijão: A combinação de insolação forte e temperaturas elevadas vai exigir pivôs trabalhando em capacidade máxima nas lavouras de feijão irrigado, exigindo eficiência no manejo para não encarecer os custos com energia e água.

Além dos reflexos nas lavouras, o pico de calor e a seca em agosto colocam os órgãos de controle ambiental em estado de atenção para a propagação de focos de queimada em áreas de vegetação nativa.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.