Sono ruim pode aumentar risco de demência, alertam especialistas

Dificuldade para dormir, acordar várias vezes durante a noite e usar celular antes de deitar podem afetar mais do que o descanso. Estudos apontam que problemas frequentes de sono estão ligados ao maior risco de demência e perda de memória ao longo dos anos.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da World Sleep Society indicam que cerca de 45% da população mundial tem algum tipo de distúrbio do sono, condição que pode prejudicar o funcionamento do cérebro.

Uso de celular à noite atrapalha o cérebro

Um dos fatores que mais prejudicam o sono é o uso de telas antes de dormir.

Segundo especialistas, a luz azul emitida por celulares, tablets e computadores mantém o cérebro em estado de alerta, dificultando o início do sono.

Além disso, conteúdos rápidos e estimulantes nas redes sociais podem:

  • atrasar o sono

  • reduzir o tempo de descanso profundo

  • aumentar o cansaço mental

Com o tempo, isso pode afetar memória, atenção e raciocínio.

Falta de sono pode causar problemas de memória

A privação de sono ou o sono interrompido com frequência pode provocar:

  • dificuldade de concentração

  • esquecimentos

  • lentidão no pensamento

  • irritação e cansaço

Estudos mostram que esses sinais podem aparecer antes mesmo de doenças mais graves.

Um dos distúrbios mais ligados ao risco de demência é a apneia do sono, quando a respiração para várias vezes durante a noite.

Pesquisas indicam que pessoas com apneia têm maior chance de desenvolver problemas cognitivos ao longo da vida.

Dormir pouco ou demais também pode ser sinal de alerta

Pesquisas apontam que dormir menos de 5 horas ou mais de 10 horas por noite pode estar ligado a maior risco de prejuízo cognitivo, embora nem todos os estudos confirmem essa relação.

O que já se sabe é que o sono tem papel importante na limpeza do cérebro.

Durante o descanso, o organismo elimina substâncias como a beta-amiloide, proteína associada ao Alzheimer.

Quando o sono é ruim, esse processo pode ser prejudicado.

Quando procurar ajuda

Especialistas recomendam atenção quando aparecem sinais como:

  • dificuldade constante para dormir

  • acordar várias vezes durante a noite

  • sonolência excessiva durante o dia

  • falhas de memória frequentes

  • confusão mental

Com o envelhecimento, mudanças no sono são comuns, mas sintomas persistentes devem ser avaliados por um médico.

Quantas horas de sono são recomendadas

Não existe um número igual para todos, mas a maioria dos estudos indica:

  • adultos: cerca de 7 a 8 horas por noite

  • crianças: mais tempo de sono para desenvolvimento

  • idosos: sono mais leve, mas ainda necessário

Segundo especialistas, cuidar do sono é uma das formas mais importantes de proteger o cérebro ao longo da vida. 🧠😴📱

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