Musical Jobim revela bastidores da genialidade do maestro

O espetáculo em cartaz em Belo Horizonte revisita a trajetória de Tom Jobim e recria momentos marcantes da Bossa Nova. A produção destaca bastidores, grandes interpretações e uma montagem de alto impacto visual.

Belo Horizonte recebe, neste sábado (25) e domingo (26), o espetáculo Tom Jobim Musical, em cartaz no Grande Teatro do Sesc Palladium. A produção propõe uma imersão na trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira e no período de consolidação da Bossa Nova.

Espetáculo em Belo Horizonte

A montagem acompanha a vida de Antônio Carlos Jobim, desde os anos 1950 até sua projeção internacional, especialmente em Nova York. O compositor, que morreu em 1994, é lembrado como um dos principais responsáveis por levar a música brasileira ao reconhecimento mundial.

O espetáculo tem duração aproximada de 2h15 e convida o público a revisitar sucessos que atravessam gerações, como Garota de Ipanema, uma das canções mais regravadas da história da música.

Bastidores e recriação da Bossa Nova

Um dos destaques da produção é a recriação da gravação do álbum Elis & Tom, realizada em Los Angeles, que evidencia tensões e conexões criativas entre grandes nomes da música brasileira. O momento é interpretado no palco como parte central da narrativa.

O elenco reúne cerca de 20 artistas em cena, que atuam, dançam e tocam instrumentos ao vivo, acompanhados por uma orquestra de nove músicos. A proposta amplia a experiência musical e reforça a atmosfera da época retratada.

Entre os protagonistas estão Leopoldo Pacheco, que interpreta Vinícius de Moraes e atua como narrador, e Elton Towersey, no papel de Tom Jobim. Towersey precisou se preparar tecnicamente para tocar piano durante a montagem.

A cenografia impressiona pela escala, com transporte realizado por quatro caminhões. O palco é transformado em um ambiente que remete ao interior de um piano, com projeções do Corcovado e das praias do Rio de Janeiro, reforçando a ambientação carioca.

O roteiro também revisita encontros e referências da música brasileira, incluindo nomes como João Gilberto, Elis Regina, Jair Rodrigues, Dolores Duran e até Frank Sinatra, ampliando o recorte histórico da narrativa.

Em entrevista, Leopoldo Pacheco destacou a relevância do movimento musical ao afirmar que a Bossa Nova representa um “Brasil que deu certo”, ressaltando a combinação entre leveza melódica e sofisticação harmônica que marcou a obra de Jobim.

Informações de programação

As apresentações acontecem no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, com sessões no sábado às 16h e 20h, e no domingo às 17h.

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