A influenciadora Deolane Bezerra passou a ser alvo de uma ação judicial movida pelo delegado Paulo Godim, integrante da Polícia Civil de Pernambuco. O processo foi motivado por declarações públicas em que ela acusa o investigador de condutas irregulares durante a apuração que resultou em sua prisão.
De acordo com informações divulgadas na imprensa, o delegado solicita uma indenização de R$ 81 mil por danos relacionados às acusações feitas pela influenciadora após sua saída da prisão.
Acusações e pedido de indenização
Após deixar o sistema prisional, Deolane Bezerra afirmou que teria sido vítima de abuso de autoridade e classificou sua detenção como uma prisão criminosa. Ela também declarou que o delegado teria mentido à Justiça durante o processo.
Diante dessas afirmações, Paulo Godim decidiu recorrer à Justiça, alegando que as declarações atingiram sua honra e reputação profissional, o que motivou o pedido de reparação financeira.
Transferência da investigação para a PF
Em fevereiro, a Justiça Federal em Pernambuco determinou que a investigação relacionada à chamada Operação Integration fosse transferida para a Polícia Federal. A decisão foi proferida pelo juiz Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, da 13ª Vara Federal.
O magistrado entendeu que a Justiça Estadual não tinha competência para conduzir apurações envolvendo crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e infrações contra o sistema financeiro. Com isso, o material reunido foi encaminhado à esfera federal, que seguirá com a análise sob supervisão do Ministério Público Federal.
A Justiça Estadual permanece responsável apenas por questões ligadas à possível contravenção envolvendo jogos ilegais.
Cronologia da prisão
Deolane Bezerra foi presa pela primeira vez em 4 de setembro de 2024, no bairro Boa Viagem, na zona sul do Recife, durante uma operação policial. Na ocasião, sua mãe, Simone, também foi detida.
A influenciadora permaneceu por cinco dias na Colônia Penal Feminina do Recife até obter um habeas corpus que permitiu a conversão da pena em prisão domiciliar. No entanto, em 10 de setembro, ela voltou a ser presa após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça.
Posteriormente, foi transferida para a unidade prisional de Buíque, localizada a cerca de 270 quilômetros da capital pernambucana. A libertação ocorreu em 24 de setembro, após decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que determinou a soltura de outros investigados na mesma operação.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.