Idoso de 81 anos vota no Rio dez dias após cirurgia

Carlos Peixoto enfrentou a recuperação de uma cirurgia contra câncer de bexiga para participar do segundo turno das eleições no Rio de Janeiro.

O segundo turno das eleições no Rio de Janeiro teve eleitores que fizeram questão de comparecer às urnas mesmo diante de dificuldades físicas. Entre eles estava o aposentado Carlos Peixoto, de 81 anos, que votou apenas dez dias depois de passar por uma cirurgia para tratar um câncer de bexiga.

Apesar da chuva no início da votação, eleitores já formavam filas na abertura das seções eleitorais. No Instituto São João Batista (ISJOB), localizado no bairro do Méier, na zona norte da cidade, muitos idosos compareceram para votar, mesmo com as dificuldades de acesso ao prédio, que tem três andares e não dispõe de elevador.

Idoso vota durante recuperação

Professor universitário aposentado, Carlos Peixoto decidiu participar da votação mesmo ainda se recuperando da cirurgia. Dez dias após o procedimento, ele enfrentou um problema com a sonda que utilizava e não conseguia urinar. Por causa da complicação, precisou ir ao hospital no dia seguinte à alta médica. O problema foi corrigido, e ele segue em recuperação.

Mesmo com os pontos da cirurgia, Peixoto caminhou sozinho de casa até o local de votação. Para ele, participar da eleição era importante, apesar das condições de saúde.

O aposentado afirmou que sempre votou ao longo da vida e não queria ficar de fora de um momento que considera importante. A votação durou menos de 30 segundos, segundo seu relato, e a seção estava vazia quando ele chegou.

Caso encontrasse uma fila, ele disse que recorreria ao atendimento prioritário, direito assegurado às pessoas com mais de 60 anos. Embora o voto seja facultativo para quem tem mais de 70 anos, Peixoto optou por comparecer às urnas.

Jornaleiro também foi votar

Outro eleitor que compareceu ao Instituto São João Batista foi o jornaleiro Chico Spinelli, que completou 68 anos naquele domingo, dia 25. Para conciliar o aniversário com os compromissos do dia da eleição, ele reuniu a família para um churrasco no sábado, dia 24.

Spinelli contou que saiu cedo de casa para votar e, em seguida, pretendia abrir sua banca de jornais, uma das mais conhecidas do bairro do Méier. Ele trabalha como jornaleiro há mais de 40 anos, mas já não costuma abrir o estabelecimento aos domingos.

A decisão de trabalhar naquele dia também tinha um motivo pessoal: conversar com os fregueses, se distrair e vender jornais, revistas e café. Segundo ele, a rotina ajudaria a aliviar a tensão provocada pela eleição.

O jornaleiro também afirmou que mantém o cuidado com a saúde e não deixa de tomar diariamente o medicamento para controlar a pressão arterial. Assim como Peixoto, ele relatou que o processo de votação foi rápido.

Transporte gratuito no Rio

Durante o segundo turno, o transporte público no Rio de Janeiro operou com gratuidade para facilitar o deslocamento dos eleitores. Os ônibus urbanos circularam sem cobrança até o encerramento da votação, enquanto o metrô teve gratuidade até as 20h.

O benefício também contemplou as barcas nas travessias entre o Rio de Janeiro e Niterói, no trajeto Praça XV-Cocotá e na ligação entre o Rio e a Ilha de Paquetá.

As informações sobre os eleitores e as condições de transporte no dia da votação foram publicadas pela Agência Brasil.

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