Desabrigados enfrentam dificuldades após chuvas em Juiz de Fora

Mais de 3 mil pessoas estão sem moradia fixa em Juiz de Fora após deslizamentos e alagamentos provocados pelas chuvas recentes.

Em Juiz de Fora, a auxiliar de cozinha Daniele Saldanha tenta reorganizar a vida em meio à crise. Seus pertences estão espalhados em cadeiras e colchonetes sobre um tapete infantil na Escola Municipal Murilo Mendes, transformada em abrigo temporário.

A casa da família no Alto Grajaú foi condenada pela Defesa Civil após deslizamento de terra. Apenas uma coluna da residência permanece em pé.

“Perdemos nossa casa e agora é esperar para ver o que vai acontecer. Muito difícil, ainda mais com seis crianças e um pai idoso. Estamos nos ajeitando como podemos, tentando distrair as crianças com televisão”, relatou Daniele.

O abrigo foi transferido para a Escola Estadual Padre Frederico Vienken por questões de segurança, informou a prefeitura. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, há 3 mil desabrigados em Juiz de Fora e 26 em Ubá, com pelo menos 46 mortes confirmadas e 21 desaparecidos.

Pontos de apoio

Outros setores da sociedade também se mobilizaram. Flávia Gonzaga Costa, presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Juiz de Fora, transformou um espaço comercial em ponto de apoio, distribuindo alimentos, água e materiais de limpeza para os desabrigados e trabalhadores.

“Não esperava tanta colaboração do povo. Temos doações de alimentação, óleo, itens de açougue, marmitas, almoço e jantar para todos”, afirmou Flávia. Moradores chegam com barro na altura da canela, buscando auxílio e materiais de limpeza.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.