Van Rosa orienta população contra violência em Cuiabá

Ação semanal na Praça Ipiranga leva orientação e serviços do programa SER Família Mulher à população.

A Van Rosa, iniciativa do programa SER Família Mulher, realiza ações semanais de orientação sobre violência contra a mulher na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). A mobilização ocorre todas as segundas-feiras e tem como objetivo informar a população sobre os diferentes tipos de violência doméstica, os canais de denúncia e os serviços públicos disponíveis para acolhimento e proteção às vítimas.

Coordenada pela Secretaria Adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres, a ação leva equipes especializadas para dialogar diretamente com quem circula pela região central da capital. Durante o atendimento, os profissionais orientam sobre como identificar sinais de violência doméstica e familiar, além de explicar os caminhos para acessar a rede de proteção social e jurídica.

Segundo a secretária adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres, Salete Morochoski, a escolha de espaços públicos com grande fluxo de pessoas amplia o alcance da informação e facilita o acesso aos serviços de apoio. “Levar a Van Rosa para espaços públicos é uma forma de ampliar o alcance das orientações e mostrar que as mulheres não estão sozinhas. Nosso objetivo é informar, acolher e orientar para que elas saibam onde buscar ajuda e quais são os direitos garantidos pelo Estado”, afirmou.

Além de orientar mulheres, a equipe também conversa com homens e demais pessoas que passam pelo local, reforçando que o enfrentamento à violência de gênero depende do engajamento coletivo da sociedade.

Programa percorre municípios de Mato Grosso

De acordo com a Setasc, a Van Rosa também percorre os 142 municípios de Mato Grosso, levando informação e fortalecendo a rede de proteção às mulheres. As ações são organizadas a partir de cronogramas definidos pela secretaria, e as prefeituras podem solicitar a presença da unidade para atividades de conscientização e atendimento.

O programa SER Família Mulher integra as políticas públicas estaduais voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar. Entre as medidas previstas está o acompanhamento das vítimas e o acesso a benefícios sociais, incluindo auxílio-moradia para mulheres que precisam deixar suas residências por questões de segurança.

Rede de proteção e atendimento

O suporte às mulheres atendidas é realizado em parceria com os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) nos municípios. Esses órgãos são responsáveis por oferecer acompanhamento social, orientação jurídica e encaminhamentos necessários para garantir os direitos das vítimas.

Para quem trabalha ou circula diariamente pela região central da capital, a presença da unidade também ajuda a ampliar o debate público sobre o tema. A vendedora de frutas e verduras Elaine Ferreira, moradora do bairro Novo Terceiro, afirmou que a iniciativa contribui para informar pessoas que desconhecem os serviços disponíveis.

“Considero uma iniciativa muito importante, pois muitas mulheres são vítimas de violência. A gente vê muitos casos acontecendo e nem sempre as pessoas sabem que existe apoio e orientação”, relatou.

Ela também destacou que a violência contra a mulher pode ocorrer de diferentes formas. “Muita gente pensa que violência é só bater, mas existe também a violência psicológica, que machuca e afeta muito a vida das mulheres”, afirmou.

Canais de denúncia

Durante as ações da Van Rosa, a população recebe informações sobre os principais canais de denúncia e atendimento. Entre eles estão:

  • Disque 180: central nacional de atendimento à mulher;
  • 190: Polícia Militar para situações de emergência;
  • Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher;
  • Rede municipal de assistência social.

Autoridades destacam que denunciar casos de violência doméstica é fundamental para interromper o ciclo de agressões e garantir a proteção das vítimas.

 

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