Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e Polícia Civil criam núcleo de inteligência para blindar as eleições de 2026

Desembargadora Serly Marcondes Alves e Delegada-Geral Daniela Maidel alinham instalação da equipe que atuará no combate ao crime organizado nas eleições; ação integra o Gabinete de Gestão Integrada

Em um movimento estratégico para proteger a integridade do processo eleitoral em Mato Grosso, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, oficializou nesta quarta-feira (21) a criação de uma assessoria de inteligência que funcionará dentro da própria sede do Tribunal.

O encontro com a Delegada-Geral da Polícia Judiciária Civil, Daniela Silveira Maidel, definiu a logística da unidade, que terá como missão principal evitar a interferência de grupos criminosos no pleito de 2026.

A iniciativa visa eliminar a burocracia no fluxo de informações estratégicas. Com agentes da Polícia Civil atuando fisicamente no TRE, o Judiciário terá suporte técnico imediato para identificar crimes que tentam se camuflar sob a fachada de atividades políticas.

Para a desembargadora Serly Marcondes, essa cooperação garante que os magistrados julguem com base em provas mais robustas e processos bem fundamentados, protegendo a democracia de influências ilícitas.

Foco em prevenção e monitoramento

A nova estrutura de inteligência atuará sob a coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), liderado pelo juiz auxiliar da presidência, Luis Aparecido Bortolussi. O foco será o monitoramento de riscos e a detecção de movimentações financeiras atípicas ou coações que possam comprometer a liberdade do eleitor. A Polícia Civil designará profissionais especializados para:

  • Identificar riscos e produzir conhecimento preventivo;
  • Agilizar a troca de dados entre a polícia e os juízes eleitorais;
  • Monitorar ameaças de grupos organizados ao sistema democrático.

Segurança para o eleitor mato-grossense

Essa integração institucional representa um marco na governança eleitoral do estado. Ao somar a capacidade investigativa da polícia à celeridade da Justiça Eleitoral, Mato Grosso se antecipa a possíveis crimes, garantindo que o ambiente de votação em 2026 seja seguro e livre de pressões externas. A delegada Daniela Maidel reforçou que o objetivo é assegurar que o cidadão possa exercer seu direito ao voto com a certeza de que as instituições estão vigiando a lisura de cada etapa do processo.

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