Transição técnica na Sefaz: Fábio Pimenta assume Secretaria de Fazenda com foco em eficiência fiscal e tecnologia

Novo secretário promete elevar receitas sem aumentar impostos e reforça compromisso com justiça fiscal.

O Governo de Mato Grosso oficializou, nesta quarta-feira (1º), uma mudança estratégica no primeiro escalão da administração estadual. O fiscal de tributos de carreira, Fábio Pimenta, foi anunciado como o novo Secretário de Estado de Fazenda (Sefaz-MT). A nomeação, realizada pelo governador Otaviano Pivetta em coletiva no Palácio Paiaguás, reforça a diretriz de manter um perfil estritamente técnico na condução das finanças públicas mato-grossenses.

Pimenta substitui Rogério Gallo, que deixa a pasta após quase oito anos de gestão para retornar à Procuradoria-Geral do Estado (PGE). A transição ocorre em um momento de estabilidade fiscal, mas de grandes desafios frente às discussões nacionais sobre a Reforma Tributária e a necessidade de manutenção dos investimentos estaduais.

Perfil: Experiência de 20 anos na máquina pública

Natural de Rondonópolis, Fábio Pimenta não é um rosto novo na gestão fazendária. Servidor de carreira há mais de duas décadas, ele possui uma formação acadêmica híbrida em Direito e Engenharia Civil, combinação que lhe confere uma visão analítica e jurídica do sistema tributário. Sua trajetória inclui passagens por postos-chave:

  • Secretário Adjunto da Receita Pública: Onde coordenou a arrecadação direta do Estado;
  • Representante no Confaz: Atuou na Comissão Técnica Permanente do ICMS, defendendo os interesses de Mato Grosso em âmbito nacional;
  • Gestão Anterior: Já chefiou a Sefaz por oito meses no ano de 2022, garantindo continuidade aos projetos de modernização fiscal.

O desafio da “Arrecadação Inteligente”

A principal meta estabelecida pelo novo secretário é audaciosa: ampliar a arrecadação estadual sem aumentar a carga tributária sobre o contribuinte. Em sua primeira fala após o anúncio, Pimenta destacou que a palavra de ordem será “justiça fiscal”.

Na prática, isso significa que o Estado buscará aumentar sua receita através do combate rigoroso à evasão fiscal e da ampliação da base de contribuintes — fazendo com que quem não paga, passe a pagar, em vez de cobrar mais de quem já está em dia. Especialistas em finanças públicas apontam que essa estratégia depende diretamente de:

  • Inteligência Fiscal: Uso de cruzamento de dados e IA para identificar inconsistências em tempo real;
  • Eficiência no ICMS: Otimização do principal imposto estadual, vital para o financiamento de saúde, educação e infraestrutura;
  • Controle de Gastos: Rigor na gestão das despesas correntes para garantir fôlego financeiro ao Tesouro Estadual.

Momento de transição e continuidade

A saída de Rogério Gallo marca o fim de um ciclo de quase duas gestões à frente da Fazenda, período em que Mato Grosso saiu de uma crise financeira para atingir a nota máxima de capacidade de pagamento (Nota A) junto ao Tesouro Nacional. Fábio Pimenta assume com a missão de preservar esse legado, adaptando a secretaria às novas legislações federais que simplificam impostos sobre o consumo.

A nomeação foi bem recebida pelo setor produtivo e por entidades sindicais do fisco, que veem na escolha de um servidor de carreira um sinal de valorização do corpo técnico e segurança jurídica para o mercado.


Opinião do Leitor: Você acredita que é possível aumentar a arrecadação do Estado apenas combatendo a sonegação, sem criar novos impostos? Como você avalia a escolha de um perfil técnico para a Secretaria de Fazenda? Deixe seu comentário abaixo!

Reportagem baseada em informações oficiais do Governo de Mato Grosso.

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